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Bosque municipal abriga 45 espécies de animais ameaçadas de extinção

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O Bosque e Zoológico Municipal Dr. Fábio Barreto abriga 45 espécies de animais ameaçadas de extinção. São 11 espécies nativas, segundo o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), e 34, contando com as exóticas, de acordo com o próprio estado de São Paulo, em levantamentos de 2018.

Segundo o médico veterinário do Bosque, César Branco, a espécie mais preocupante é o Mutum do Sudeste, animal nativo da região. “Como o estado de São Paulo é um dos mais urbanizados do país, os animais dessa localidade tendem a perder seus habitats com o processo de urbanização, migrarem para as cidades e serem atropelados, principalmente”, comenta. Essa também é a explicação pela quantidade de animais ameaçados no estado, tendo apenas 34 espécies no zoológico.

Um dos animais que vivem em vida livre no Bosque, mas que está entrando em situação de alerta, por causa de extinção, no estado de São Paulo, e em outros já está extinto, é o Macaco Bugio Preto. “Por causa da febre amarela, essas espécies foram atacadas. Não que elas passem a doença, mas sim porque a população [sem conhecimento] acabou matando”, explica César.

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As 11 espécies ameaçadas, segundo o ICMBio, são Mico Leão de Cara Dourada, Bugio Ruivo, Arara Azul Grande, Cervo do Pantanal, Mutum do Sudeste, Ararajuba, Jaguatirica, Tamanduá bandeira, Gato do Mato Pequeno, Onça Pintada e Onça Parda. “Os animais predadores, como as Onças, estão ameaçados por causa da caça. Outros, como a Arara Azul Grande, é pelo tráfico, principalmente, mas também pela perda de habitat”, diz o médico veterinário.

Algumas espécies que vivem no Bosque são formadas por casais, como é o caso das Onças Pintadas, terceiro maior felino do mundo. Lilica, no Bosque desde 2007, e Spyke, vindo do Zoológico do CIGS (Centro de Integração de Guerra na Selva), já foram introduzidos para a reprodução, mas foi impossível. “O sêmen do Spyke foi estudado até no exterior e foi constatado que é inviável”, explica César.

foto divulgação

Os animais ameaçados, mas que têm ao menos dois gêneros diferentes no Bosque, são colocados para se reproduzirem e assim que nascem, as crias são enviadas para programas de reprodução, buscando a preservação das espécies. “Vários animais ameaçados nasceram em cativeiro. É o caso do Tamanduá Bandeira e do Mutum do Sudeste. As Araras Azuis, que também têm casal, estão para reprodução”, fala César

O Bosque abriga 156 espécies, num total de 830 animais: 288 peixes, de 33 espécies diferentes; 233 répteis, de 25 espécies; 193 aves, de 65 espécies, e 119 mamíferos, de 33 espécies. Os destaques são os elefantes asiáticos Mayson e Bambi, o urso de óculos Renan, as onças pintadas Lilica e Spyke, as suçuaranas Tito e Tite, os leões Simba e Zeus, a anta brasileira Giovane, o macaco aranha Maya e o mandril Prince, conhecido como Teco.

O Bosque, criado em 1937, tem 138 recintos para os animais. O local funciona de quarta a domingo, das 9h às 16h30.

 

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