InícioEsportesOlimpíadasRebeca Andrade faz historia em Tóquio e é prata

Rebeca Andrade faz historia em Tóquio e é prata

É a primeira brasileira a ganhar uma medalha na categoria.

- continua após a publicidade -

Rebeca Andrade faz historia em Tóquio e é prata no individual geral da ginástica

Ginasta brasileira se apresentou na manhã desta quinta-feira na final do individual geral dos Jogos Olímpicos Tóquio 2020

Ao som do funk Baile de Favela, Rebeca Andrade conquistou o prata para o Brasil na disputa do individual geral da ginástica artística dos Jogos Olímpicos Tóquio 2020, na manhã desta quinta-feira (29).

Após se apresentar nos quatro aparelhos (salto, barras assimétricas, trave de equilíbrio e solo), a brasileira somou a nota de 57.298. O ouro ficou com a norte-americana Sunisa Lee (57.433) e o bronze foi para a ginasta russa Angelina Melnikova (57.199).

- CONTINUA DEPOIS DE PUBLICIDADE -

Rebeca treinou por 5 anos em projeto social de iniciação ao esporte no Ginásio Bonifácio Cardoso. A ginasta conquistou vaga em três finais em Tóquio.

Rebeca começou a treinar aos 4 anos no Ginásio Bonifácio Cardoso. “A Rebeca desde pequena sempre foi muito travessa, tudo que ela fazia era pulando, ela levava muito jeito para a coisa, mas eu não tinha muita noção de como funciona as coisas, onde tinha ginásio”, conta a mãe da ginasta, Rosa Rodrigues, de 51 anos.

Segundo Rosa, o acaso interveio, e a tia de Rebeca, que era funcionária pública, teve que cobrir a licença de uma outra pessoa que trabalhava no ginásio da cidade. Na semana em que a tia começou a trabalhar por lá, estavam abertas as inscrições para testes de novos atletas. Ela levou Rebeca, que na época tinha 4 anos, para se inscrever. Foi nesse dia de teste que ela levou o apelido de ‘Daianinha’.

O passo seguinte foi dado por Mônica Barroso dos Anjos, técnica da equipe de ginástica de Guarulhos e árbitra internacional. Foi ela quem descobriu Rebeca na Iniciação Esportiva. Mônica treinou a jovem por um ano e meio. Em seguida, a encaminhou para o grupo de alto rendimento, onde Rebeca disputou competições representando Guarulhos, como o estadual, o brasileiro e até um interclubes em Cuba, em 2009.

Início de carreira

Rosa Rodrigues, que além de Rebeca tem outros sete filhos, conta que a família enfrentou dificuldades para que a jovem continuasse treinando. “No começo, eu trabalhava como empregada doméstica, então estava tudo certo. Mas teve uma época que as contas apertaram, e ela teve que parar de treinar por falta de condições financeiras. Mas quando retornou, não parou mais. Ia de ônibus e, quando não tinha dinheiro, ia a pé, mesmo com a distância do local do treino — cerca de 2 horas a pé.”

Quando a jovem parou de frequentar os testes por falta de dinheiro, os treinadores de Rebeca criaram um esquema de rodízio para levá-la até o local. Na época, a Prefeitura de Guarulhos disponibilizou uma espécie de bilhete único para que os atletas frequentassem os treinos, porém, quando o valor disponível no cartão acabava, demorava muito tempo para cair a recarga novamente.

Apoio da família

Rosa conta que foi nesse período que o irmão de Rebeca, Emerson Rodrigues, hoje com 30 anos, comprou uma bicicleta para levar e buscar a atleta nos treinos. “No começo, ele levava ela a pé, mas teve a ideia de comprar a bicicleta em uma fábrica de reciclagem. Ela tinha entre 6 e 7 anos, e ele, cerca de 15.”

A ginasta conquistou vaga em três finais, incluindo a do solo, em que se apresenta ao som do funk “Baile de favela”, e vai tentar ser a primeira brasileira medalhista olímpica na categoria.

Depois de duas cirurgias nos joelhos apenas neste ciclo olímpico, Rebeca se equiparou às melhores do mundo novamente. Ela se classificou para a final do individual geral na segunda posição, com 57,399 pontos, atrás da americana Simone Biles por 0,332 de diferença. Foi também a terceira colocada no salto e a quarta no solo. Biles não irá participar das competições desta quinta-feira (29).

Veja mais notícias de Ribeirão Preto e Região no Em Ribeirão

publicidade
publicidade

Anvisa alerta sobre risco de miocardite e pericardite pós-vacinação

A Anvisa informa que os Estados Unidos (EUA) relataram a ocorrência de casos de miocardite (inflamação do músculo cardíaco) e de pericardite (inflamação do tecido que envolve o coração) após a vacinação

Campeonato Esportivo movimenta mais de mil alunos das escolas municipais

Cirem será realizado até a 2a quinzena de dezembro

Assistência Social realizará “V Caminhada Mulher Maravilha” neste domingo

Evento promovido pelo NAEM acontece em referência aos 16 dias de ativismo pelo fim da violência contra as mulheres

Projeto Guri está com inscrições abertas

Crianças e adolescentes de seis a 18 anos podem aprender a tocar um instrumento musical, sem a necessidade de conhecimento prévio

Fogos de artifício: veterinário explica como proteger os animais durante as comemorações

Especialista explica as possíveis reações dos pets e o que pode ser feito para amenizar o pânico e transtornos causados pelas explosões
- PUBLICIDADE -