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Jd. Aeroporto e Quintino II sofrem séria defasagem na rede municipal de saúde

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No bairro Jardim Aeroporto em Ribeirão Preto, a Unidade Básica de Saúde (UBS) “Dr. Rômulo Ribeiro da Costa” abrange uma área de atendimento com população estimada de aproximadamente 16 mil pessoas. Só nessa região da cidade, existem oito favelas e a estrutura física da UBS não suporta mais o alto volume de procura por consultas médicas e odontológicas.

A agenda é aberta ao público sempre na última semana de cada mês. Agora, no final de julho, as consultas agendadas ficaram para os meses de novembro e dezembro. Ou seja, de agora em diante, os agendamentos feitos em 2017 serão todos com atendimentos previstos apenas para 2018.

“No mínimo, precisaríamos de mais um dentista; um auxiliar de odontologia e um pediatra. Mas já estamos no limite do espaço físico da unidade, mesmo precisando de mais profissionais, não teria onde colocá-los. Numa análise mais ampla, diria que essa região da cidade já comporta e merece ações mais direcionadas de prevenção como o programa ‘saúde da família’ que poderia até mesmo subdividir esse nosso público mais carente”, afirma Patrícia Mara, gerente da UBS do Jardim Aeroporto.

Dona Raimunda de Lima, moradora do Jardim Aeroporto, é um dos exemplos de uma agenda clínica em estado caótico. Ela estava na UBS para uma consulta de ginecologia e obstetrícia no mesmo dia (31/07) e no dia seguinte (01/08) se consultaria com o clínico geral, ambos os agendamentos foram feitos ainda no mês de fevereiro. Praticamente seis meses de espera.

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No bairro Quintino II, a Unidade Básica Distrital de Saúde (UBDS) “Dr. Sérgio Arouca” está com sérios problemas no fornecimento de medicamentos básicos para os pacientes. A responsável pela farmácia da unidade não foi encontrada para explicar a defasagem no estoque, mas conseguimos apurar que são diversos rótulos em falta, como por exemplo: omeprazol. Remédio muito comum para o estômago.

Além disso, a unidade distrital, que tem a atribuição de receber casos de urgência e emergência, escancara o problema de leitos na rede pública de saúde em Ribeirão Preto. Maria Aparecida Ribeiro, moradora do bairro Marincek, estava a quase 17 horas em espera pela transferência para um hospital. A senhora de 65 anos de idade tinha o diagnóstico de princípio de Acidente Vascular Cerebral (AVC).

“Eu cheguei com ela aqui antes das cinco da tarde de ontem (30/07) e a vaga na Beneficência Portuguesa foi sair só as três horas da manhã. Mas já são quase 10 horas e me disseram que não tem ambulância do SAMU disponível pra fazer a transferência da minha sogra”, explicou Eliane Aparecida da Silva, nora da paciente.

Os pacientes que passaram a noite do domingo (30/07) para a segunda-feira (31/07) na UBDS do Quintino II, reclamavam que não haviam recebido qualquer tipo de refeição. Em um dos balcões de atendimento da unidade, uma das enfermeiras se perguntava em voz alta: “O que eu vou dar de café da manhã para essas pessoas gente? ”. Não haveria resposta e muito menos alimentação para os pacientes e acompanhantes.

“A cidade cresceu, o volume populacional aumentou sensivelmente e nossa rede municipal de saúde, infelizmente, parou no tempo. Os prédios são antigos, não passaram por reformas e o corpo de funcionários não é o suficiente para absorver a alta demanda. Sem contar que desde sempre temos as mesmas opções para encaminhamento de urgências e emergências: Hospital das Clínicas, Santa Casa e Beneficência Portuguesa. O Santa Lydia nem podemos mais colocar nessa lista porque tem passado por sérias dificuldades financeiras desde as duas últimas gestões do Executivo Municipal”, afirmou o vereador Renato Zucoloto.

Por telefone, em contato direto com a gerência do SAMU, o vereador Renato Zucoloto comunicou a necessidade de transferência imediata da paciente Maria Aparecido Ribeiro que estava com diagnóstico de princípio de AVC.

 

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