InícioAtualidadesDivórcios no Brasil podem aumentar durante pandemia do coronavírus

Divórcios no Brasil podem aumentar durante pandemia do coronavírus

Na China, primeiro país a identificar casos da doença e a implementar o isolamento, os pedidos de separação impressionam.

- continua após a publicidade -

Advogada explica como proceder judicialmente em caso de separação durante a quarentena

Na última semana a internet foi pega de surpresa com o anúncio da separação da cantora Luísa Sonza e do humorista Whindersson Nunes.

O casal estava casado desde fevereiro de 2018 e revelaram o divórcio através das redes sociais, alegando que precisavam seguir caminhos diferentes.

O mesmo aconteceu com outros casais famosos que terminaram seus relacionamentos durante a quarentena devido ao COVID-19: a influencer Mayra Cardi e o ator Arthur Aguiar, o apresentador Otávio Mesquita e a publicitária Melissa Wilman, a atriz Mariana Ximenes e o músico Felipe Fernandes.

divulgação

Na China, primeiro país a identificar casos da doença e a implementar o isolamento, os pedidos de separação impressionam.

De acordo com o jornal chinês The Global Times, a cidade de Xiam registrou um número recorde de pedidos de divórcio durante as semanas de isolamento social no país. Atualmente, com a contenção da pandemia por lá e a volta à normalidade, os cartórios reabriram e já não há mais horários disponíveis para resolver questões de divórcio em várias das províncias do país.

- CONTINUA DEPOIS DE PUBLICIDADE -

Debora Ghelman, advogada especialista em Direito Humanizado nas áreas de Família e Sucessões, prevê que todos os países afetados pela pandemia e que hoje em dia encontram-se de quarentena, sigam o padrão da sociedade chinesa e tenham um aumento considerável nos pedidos de divórcios. No Brasil não será diferente.

foto arquivo

“O isolamento social obriga as pessoas a conviverem 24 horas por dia e com isso muitos dos conflitos que sempre existiram ganham maior evidência. Com isso muitas pessoas acabam percebendo que não querem mais estar naquela relação. Conviver é difícil e, quando não há mais diálogo entre o casal significa que os dois desistiram de investir no relacionamento”, diz a advogada.

A decisão pelo divórcio que já tende a ser bastante difícil, neste momento de pandemia, tem sido ainda mais complicada, pois muitos casais vêm sendo obrigados a seguir convivendo na mesma casa.

De acordo com Debora, a atual situação torna inviável conseguir uma ordem judicial que determine que um dos ex-companheiros saia de casa:

arquivo

“O pedido é possível, mas o seu deferimento será muito difícil. Isso porque estamos no meio de uma pandemia onde grande parte do país encontra-se em quarentena. Dificilmente o Estado, maior interessado que o vírus não se propague, determinará que uma pessoa saia de sua residência e corra o risco de se contaminar, a não ser em casos gravíssimos em que ocorram abusos.”

A própria casa é justamente o local mais perigoso para mulheres que sofrem com a agressividade de seus parceiros. Durante a quarentena, o problema da violência doméstica se agravou devido à convivência intensa e a apreensão devido à incerteza gerada pela doença.

Somente no Rio de Janeiro o número de denúncias de violência doméstica: aumentou cerca de 50%, mas a realidade de avanço nos casos aconteceu em todo o mundo.

De acordo com a advogada, nesses casos, onde o convívio acarreta em risco de morte, é possível requerer a separação de corpos no plantão judiciário, com grandes chances de deferimento.

foto internet

Se o divórcio não envolver nenhum tipo de abuso – físico ou psicológico – a advogada aconselha que, mesmo separados, o ex-casal mantenha o diálogo e continue tentando conviver pacificamente até que a pior parte da pandemia passe, para que depois sejam resolvidos assuntos burocráticos como a divisão de bens e a guarda dos filhos.

Caso a situação seja realmente insustentável, o ideal é juntar-se ao isolamento social com algum familiar em outra residência.

Neste momento de convivência forçada é fundamental compreender que estamos atravessando um período sem precedentes e que é preciso tentar passar por isso da melhor maneira possível.

São muitas incertezas e angústias que tomam conta da mente muitas vezes e, por isso, aplicar regras de convivência ajuda a cumprir o isolamento social sem que os dias se tornem tão pesados”, finaliza a especialista.

*Debora Ghelman é advogada especializada em Direito Humanizado nas áreas de Família e Sucessões, atuando na mediação de conflitos familiares a partir da Teoria dos Jogos.

foto arquivo

Veja mais notícias de Ribeirão Preto e Região no Em Ribeirão

publicidade
.
publicidade

Confira a programação cultural do fim de semana em Ribeirão Preto

As Belezas Belezas meu Brasil um espetáculo de dança da EDALA, tem ainda Workshop Ho'oponopono, Sarau literário e muito mais confira.

Atlético-MG vence Bahia e volta a ser campeão brasileiro após 50 anos

O Atlético, já como campeão brasileiro de 2021, volta a campo no domingo (5), às 16h, para receber o Red Bull Bragantino no Mineirão, em Belo Horizonte, onde poderá celebrar o título ao lado da torcida.

Passaporte Não: Sob pressão da população Câmara arquiva projeto

Luís Antonio França (PSB) que é contra a liberdade pessoal, tentou emplacar este absurdo, mas a maioria votou pelo arquivamento.

Novas interdições atrapalham o transito na região norte e sul

Nas duas interdições, a Transerp orienta aos condutores que redobrem a atenção e diminuam a velocidade de seus veículos a fim de evitar acidentes.

27 cidades da região já decidiram cancelar o carnaval

Em Ribeirão se depender de alguns vereadores o carnaval devera ser cancelado, mas 8 deles querem o carnaval para comemorar as 3 mil mortes pela doença. Veja quem são.
- PUBLICIDADE -