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Militares americanos são enviados à Colômbia em operação antidrogas que tem Maduro como alvo

Maduro, que continua no poder com o apoio dos militares e de países como China e Rússia, considera a operação “um avanço” contra seu país. (Logo veremos a turminha de vermelho por aqui dando chilique)

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BOGOTÁ — O envio de uma brigada de elite do Exército americano para apoiar a luta contra o narcotráfico na Colômbia vem causando polêmica no país.

Enquanto congressistas opositores (vermelhos) condenam a presença dos cerca de 45 soldados, que chegarão ao país na semana que vem, o governo garante que a ação é parte de um acordo de cooperação assinado “há várias décadas”.

Os militares fazem parte da primeira operação da Assistência às Forças de Segurança (SFAB, em inglês) no país, unidade formada há 17 anos.

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Seus membros, treinados em análise de operações, tática, estratégia e inteligência, agora estarão a serviço das unidades militares colombianas.

Mas oposição (foro de São Paulo) independentes consideraram a presença do contingente militar americano uma “violação da soberania” e das funções do Senado, que não chegou a ser consultado.

Na quinta-feira, o ministro da Defesa, Carlos Holmes Trujillo, negou que a SFAB vá participar de operações militares e garantiu que a ação faz parte de um acordo de cooperação militar com

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“natureza consultiva e técnica”. De acordo com o Comando Sul do Exército dos EUA, a força foi formada com o objetivo de “aconselhar e auxiliar operações em nações aliadas”.

Em comunicado dos EUA, divulgado na quarta-feira, o governo americano confirmou que a missão da SFAB também vai apoiar a operação antidrogas no Caribe anunciada em abril pelo presidente dos EUA, Donald Trump —  ofensiva que, segundo Washington, tem como alvo o “regime corrupto” de Nicolás Maduro na Venezuela, país que compartilha 2.200 quilômetros de fronteira com a Colômbia.

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“Em nenhum momento haverá trânsito de tropas estrangeiras ou participação em operações militares. As operações militares são realizadas exclusivamente por tropas colombianas”, afirmou Trujillo, em um vídeo. “É um grupo de elite puramente consultivo e de natureza técnica para melhorar a eficácia na luta contra o narcotráfico”.

Desde o anúncio, o governo de Iván Duque vem sendo pressionado por permitir a presença dos militares americanos no país.

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Duque apoia a pressão de Trump para remover Maduro do poder e, junto com 50 outras nações, reconhece o opositor Juan Guaidó como presidente interino da Venezuela.

“Com todo o respeito, presidente Iván Duque, quero lembrá-lo que o artigo 173 da nossa Constituição estabelece que ‘permitir o trânsito de tropas estrangeiras’ no território colombiano é uma atribuição constitucional do Senado”, escreveu no Twitter o presidente da Câmara Alta, Lidio García, do Partido Liberal (independente).

O senador da oposição Armando Benedetti, do Partido Social de Unidade Nacional, também questionou a missão da brigada dos EUA na Colômbia. “Que essa ‘ajuda’ não termine em uma guerra na qual não temos nada a fazer”, afirmou no Twitter.

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Após a polêmica, Comando Sul do Exército dos EUA voltou a se pronunciar na quinta-feira e disse, em comunicado, que seu trabalho será

“treinamento, aconselhamento e assistência a unidades anfitriãs com capacidades de fortalecimento cruciais para uma maior cooperação antidrogas entre EUA e Colômbia”.

Líder mundial na produção de cocaína, a Colômbia recebe há décadas ajuda econômica e militar dos Estados Unidos, o maior consumidor da droga no mundo, para combater o tráfico.

Como parte dessa aliança, o país sul-americano recebeu empreiteiros e soldados americanos.

Maduro, que continua no poder com o apoio dos militares e de países como China e Rússia, considera a operação “um avanço” contra seu país.

Ele também acusa a Colômbia e os Estados Unidos de promoverem uma intervenção militar na Venezuela, uma opção já considerada no passado por Washington. No começo de maio, a chamada Operação Gedeón, que teria o objetivo de depor Maduro, terminou, até agora, com mais de 40 detidos.

Equipe tática que capturou Saddam Hussein

A Operação Red Dawn (“Amanhecer Vermelho”) foi uma missão executada pelas forças armadas dos Estados Unidos a 13 de dezembro de 2003.

Feita na cidade de ad-Dawr (perto de Ticrite), no norte do Iraque, terminou com a captura do ex-líder iraquiano Saddam Hussein.

A operação foi encabeçada e executada pela 1ª brigada de combate da 4ª divisão de infantaria americana, comandada pelo general Raymond Odierno e pelo coronel James Hickey, apoiados por forças especiais.

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