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Automobilismo em luto: Morre Niki Lauda, lenda da Fórmula 1

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Tricampeão da principal categoria do automobilismo e apaixonado por aviação tinha 70 anos e sofria com problemas renais. Além das conquistas, sua carreira foi marcada pelo grave acidente em 1976 que desfigurou seu rosto.Andreas Nikolaus Lauda, mundialmente famoso como Niki Lauda, morreu aos 70 anos, em Viena. O ex-piloto de Fórmula 1, três vezes campeão da principal categoria do automobilismo (1975, 1977 e 1984) e vice-campeão em 1976, sofria com problemas renais.

“Com profunda tristeza, anunciamos que o nosso querido Niki faleceu pacificamente, no dia 20 de maio de 2019, rodeado pela sua família”, comunicaram os familiares do ex-piloto e empresário. “Suas realizações únicas como atleta e empreendedor são e permanecerão inesquecíveis.”

Lauda tinha sido submetido no verão passado a um transplante de pulmão que o obrigou a ficar hospitalizado por vários meses, e em janeiro deste ano, voltou a ser internado devido a uma gripe contraída meses antes em Ibiza, na Espanha, onde o ex-piloto austríaco tinha sua segunda residência.

Lauda é o único piloto campeão mundial pelas escuderias Ferrari (1975 e 1977) e McLaren (1984). O austríaco disputou seu primeiro Grande Prêmio em 1971, na Áustria, e se aposentou do automobilismo em 1985. Ao todo, foram 25 vitórias na Fórmula 1.

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No ano entre as duas conquistas pela Ferrari, em 1976, Lauda sofreu o acidente que desfigurou seu rosto. Na segunda volta do GP de Nürburgring, na Alemanha, ele perdeu o controle de sua Ferrari, saiu da pista, atingiu um aterro, e o carro pegou fogo.

Lauda ficou preso nas ferragens por vários minutos e quase morreu. Mas apesar de graves queimaduras, que lhe custaram partes da orelha direita, Lauda voltou a correr naquele mesmo ano e ainda alcançou o vice-campeonato mundial. Ele perdeu o título apenas na última corrida, para o inglês James Hunt, por um ponto de diferença.

Nascido em Viena, em 22 de fevereiro de 1949, Lauda era filho de uma família rica, proprietária de fábricas de papel.

Ele estreou em competições automobilistas em abril de 1968, em uma corrida de montanha. No mesmo ano participou da Fórmula V e Fórmula 3. Em 1971, fez sua primeira corrida na Fórmula 1 pela equipe March, no Grande Prêmio da Áustria, o qual ele não concluiu devido a problemas mecânicos.

Seu salto no automobilismo ocorreu com sua contratação em 1974 pela Ferrari, escuderia italiana com a qual ganhou sua primeira corrida, no GP da Espanha, em abril de 1974. Sua progressão foi confirmada com seu primeiro título mundial, em 1975.

A temporada de 1977 foi a última de Lauda pela Ferrari, e apesar de seu relacionamento com a escuderia italiana ter esfriado, conquistou seu segundo título mundial.

Nos dois anos seguintes, ele disputou o Mundial pela equipe Brabham-Alfa, comandado por Bernie Ecclestone. Não teve sucesso e, em setembro de 1979, deixou temporariamente a Fórmula 1 para se aventurar no seu projeto da companhia aérea Lauda Air.

Em 1981 voltou às pistas e três anos depois conquistou seu terceiro e último título, certamente o mais emocionante de sua carreira. Em 1984, o favorito era seu parceiro de McLaren, o francês Alain Prost, mas numa disputa dura ao longo da temporada, o austríaco conquistou o título por apenas meio ponto de vantagem.

No ano seguinte, numa temporada difícil na qual somou 11 abandonos de corridas, Lauda decidiu se aposentar definitivamente da Fórmula 1 – o tricampeão é considerado um dos melhores pilotos da história do automobilismo.

Lauda somou 25 vitórias em 173 GPs, 24 pole positions, e passou por dois períodos quanto à evolução de motores: aspirado (1971-79) e turbo (1982-85).

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