InícioDiversosArcebispo afirma que seguirá o rito católico durante a Quaresma

Arcebispo afirma que seguirá o rito católico durante a Quaresma

clérigo reforça a necessidade de defender a ortodoxia da fé católica e rejeita esquerdismos da Campanha da Fraternidade 2021

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Em memorando, clérigo reforça a necessidade de defender a ortodoxia da fé católica e rejeita esquerdismos da Campanha da Fraternidade 2021

O Arcebispo Militar do Brasil, Dom Fernando Guimarães, enviou na última segunda-feira (8) um memorando ao presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Dom Walmor Oliveira de Azevedo,  comunicando que seguirá o rito católico determinado para o período da quaresma, indo contra o esquerdismo estipulado pela Campanha da Fraternidade 2021.

“Compete aos bispos diocesanos, como autênticos Mestres e guardiões do Depósito da Fé, garantir a ortodoxia da fé que é pregada aos seus diocesanos. Esta missão, objeto de solene juramento por parte de cada um de nós antes de nossa ordenação episcopal, compromete a minha consciência de bispo e a ela jamais poderei renunciar. Por este motivo, comunico-lhe que no Ordinariado Militar do Brasil, durante a quaresma deste ano, seguiremos as orientações teológico-litúrgicas próprias do tempo quaresmal e não serão utilizados quaisquer dos materiais produzidos oficialmente para a Campanha da Fraternidade deste ano.”, afirma Dom Fernando em trecho do memorando.

Igreja de Santo Antônio nos Campos Eliseos

Neste ano, a CNBB incluiu no texto-base da Campanha da Fraternidade de 2021 o “movimento LGBTQI+” e as “questões de gênero”. Com o tema “Cristo é a nossa paz: o que era dividido fez uma unidade”, a CNBB adere na campanha deste ano a narrativa de grupos esquerdistas e anticristãos.

No texto-base deste ano, na página 33, item 68, a CNBB utiliza termos utilizados pela militância de esquerda, como “discurso de ódio”, “fundamentalismo religioso”, “vozes contra o reconhecimento dos direitos” e o principal, um trecho dedicado exclusivamente ao chamado “movimento LGBTQ+”.

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A CNBB utilizou dados da associação “Grupo Gay da Bahia” apresentados no Atlas da Violência 2020, no ano de 2018, para falar sobre homicídios de homossexuais no país.

De acordo com os bispos, “estes homicídios são efeitos do discurso de ódio, do fundamentalismo religioso, de vozes contra o reconhecimento dos direitos das populações LGBTQI+ e de outros grupos perseguidos e vulneráveis.”

Confira o memorando na íntegra:

Exmo. e Revmo

Dom WALMOR OLIVEIRA DE AZEVEDO

Presidente da CNBB

Excelência e prezado Irmão,

Com relação à Campanha da Fraternidade de 2021, em consciência, devo declarar o seguinte.

1.O Serviço de Assistência Religiosa às Forças Armadas e Auxiliares é ecumênico em sua própria natureza e na atuação concreta junto à família militar. Os segmentos católicos, protestantes e kardecistas, aos quais pertence a maioria dos membros das Forças Armadas, convivem em harmonia e trabalham juntos. Nas celebrações inter-religiosas procuramos insistir sobre valores comuns, partilhados por todos, e evitamos aqueles temas que são contraditórios ou não aceitos por todas as igrejas e denominações. O diálogo inter-religioso é necessário e oportuno somente quando, no respeito às diversas expressões da fé, é realizado em sedes competentes. A evangelização dos fiéis, no entanto, em qualquer tempo e ainda em um tempo especial como é a quaresma católica, não é espaço para se dialogar sobre temas polêmicos e contrários à autêntica doutrina de nossa Igreja.

2.Compete aos bispos diocesanos, como autênticos Mestres e guardiões do Depósito da Fé, garantir a ortodoxia da fé que é pregada aos seus diocesanos. Esta missão, objeto de solene juramento por parte de cada um de nós antes de nossa ordenação episcopal, compromete a minha consciência de bispo e a ela jamais poderei renunciar.

forças armadas

3.Por este motivo, comunico-lhe que no Ordinariado Militar do Brasil, durante a quaresma deste ano, seguiremos as orientações teológico-litúrgicas próprias do tempo quaresmal e não serão utilizados quaisquer dos materiais produzidos oficialmente para a Campanha da Fraternidade deste ano. Nossos Capelães Militares estão sendo orientados, caso desejem abordar o tema da mesma, a utilizar unicamente a Fratelli tutti, do Papa Francisco.

4.Também o percentual da coleta destinado a esta Conferência Episcopal – e repartindo com outras entidades promotoras da Campanha – não será enviado e sim, realmente e efetivamente, empregado no socorro aos pobres, através de obra social reconhecida pelo Ordinariado Militar. Sobre este uso, será meu cuidado prestar contas posteriormente à Presidência.

Em união de oração, pela construção de uma autêntica comunhão episcopal.

Dom Fernando Guimarães

Arcebispo Ordinário Militar do Brasil

arquivo

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