InícioDiversos‘Araraquara vive situação de pós-guerra’, afirma presidente da Ceagesp

‘Araraquara vive situação de pós-guerra’, afirma presidente da Ceagesp

“Havia pessoas passando fome, tendo de comer animais domésticos”, lamentou. “A situação que eu vi, na cidade, é de pós-Guerra.

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Ricardo Mello Araújo concedeu entrevista ao programa Os Pingos nos Is, da rádio Jovem Pan, exibido nesta segunda-feira, 21O coronel da reserva Ricardo Mello Araújo, presidente da Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp), concedeu entrevista ao programa Os Pingos nos Is, da rádio Jovem Pan, exibido nesta segunda-feira, 21. Durante a conversa, o coronel da reserva falou sobre a situação vivenciada pela cidade da Araraquara, que sofre com a pandemia do novo coronavírus e as medidas restritivas impostas pelo prefeito Edinho Silva (PT).

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Fome em Araraquara

Segundo Mello Araújo, o presidente Jair Bolsonaro pediu à Ceagesp que enviasse alimentos para as populações carentes.

“Nós levamos comida para Aparecida, Potim, Roseira, Pinhalzinho, Amparo e Araraquara”, explicou. “Nessa última, não tivemos apoio da prefeitura. O prefeito criou empecilhos, mas conseguimos atender a mais de 25 mil pessoas.”

O coronel da reserva lembrou, ainda, da situação calamitosa vivenciada pelos cidadãos de Araraquara.

“Havia pessoas passando fome, tendo de comer animais domésticos”, lamentou. “A situação que eu vi, na cidade, é de pós-Guerra. Em nenhuma outra cidade a situação é tão crítica quanto essa.

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O prefeito deixou a população numa situação triste.”

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Estabelecimentos fechados

Para Mello Araújo, o Art. 5º da Constituição Federal não está sendo preservado. “Não estão respeitando o direito de ir e vir das pessoas, bem como o direito de se alimentar”, afirmou. “Se o prefeito ordena que os cidadãos não saiam de casa, o mínimo que deveria permitir é a chegada de comida na casa deles.”

Mercados, padarias e estabelecimentos voltados para o setor de alimentos estão fechados, segundo Mello Araújo. “Como as pessoas irão se alimentar, comprar os produtos?”, perguntou. “Isso é um absurdo. Trata-se de uma injustiça, um crime. As pessoas não podem sair de casa para comprar comida. A cidade precisa voltar a funcionar.”

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