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Grande mídia oculta estudos que comprovam a eficácia do tratamento precoce da Covid-19.

Em Ribeirão os radialistas políticos fazem chacota sobre o assunto, enquanto morrem pessoas sem direito ao tratamento

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Na campanha de cancelamento e politização da hidroxicloroquina, vale tudo: até jogar com as vidas do povo

A  hidroxicloroquina foi um dos primeiros tratamentos sugeridos no início da “primeira onda” da gripe chinesa, porém, já em março, havia uma campanha de assassinato de reputação contra o médico francês Didier Raoult, pioneiro no uso da droga em vírus do tipo corona, que foi explicada.

Em seguida tivemos o episódio constrangedor do estudo totalmente inconsistente publicado pela revista científica The Lancet condenando o uso da hidroxicloroquina e a associando com riscos cardíacos e aumento da mortalidade. Em maio de 2020, a OMS e outras agências de saúde decidiram suspender o uso daquele fármaco para o tratamento do Covid-19. Após isso, o assunto esfriou.

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Luigi Cavanna é um médico italiano que obteve grande sucesso no uso da hidroxicloroquina em pacientes com gripe chinesa na cidade de Piacenza, Itália, no início do ano. Sua cidade foi uma das que tiveram um dos menores índices de mortalidade na Itália graças ao seu tratamento precoce com a hidroxicloroquina. Quando a OMS anunciou sua decisão de suspensão da droga e a Lancet publicou a maior fake news científica do ano, o doutor Cavanna se posicionou fortemente contra, num depoimento ao Il Giornale noticiado pelo site Articulação Conservadora.

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Agora, novamente o Il Giornale publicou uma importante matéria sobre por que esse assunto foi banido do meio acadêmico e jornalístico: o “efeito Trump-Bolsonaro”. Quem cunhou o termo foi Antonio Cassone, ex-diretor do Departamento de Doenças Infecciosas da ISS (Instituto Superior da Saúde – Itália) e membro da Academia Americana de Microbiologia. “Infelizmente, os editores das principais revistas são muito relutantes em publicar qualquer coisa positiva sobre a hidroxicloroquina, embora publiquem imediatamente artigos fracos quando são negativos sobre esse assunto” disse Cassone.

Segundo a matéria do Il Giornale assinada pelo jornalista Giuseppe de Lorenzo “Cassone é um luminar, cujas palavras, divulgadas há poucos dias na revista médica Sanità Informazione, reabrem um debate que em parte esmoreceu, mas que ocupou o palco público da “primeira onda” de infecções Sars-Cov2.

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Houve um grande estudo publicado em agosto pelo European Journal of Internal Medicine; uma pesquisa retrospectiva totalmente italiana. Os cientistas analisaram 3.451 pacientes hospitalizados em 33 hospitais em todo o país entre fevereiro e maio, todos positivos para Covid-19. Eles compararam pacientes tratados com hidroxicloroquina com aqueles sem o tratamento com a droga, e concluíram que a taxa de mortalidade do primeiro grupo era menor do que a do segundo. Após todos os dados meticulosamente calculados, os analistas do estudo afirmam que os pacientes que recebem a hidroxicloroquina têm um risco 30% menor de morte do que aqueles que não a recebem; como o Covid-19 pode induzir microtrombos pulmonares e coagulopatia, possíveis causas de sua gravidade, os efeitos anti-inflamatórios e antitrombóticos da hidroxicloroquina seriam os responsáveis pelos bons resultados.

Um estudo desse porte normalmente teria atraído a atenção de toda a mídia europeia ou mesmo mundial, mas a grande mídia italiana nem sequer o noticiou. Segundo Cassone “o ‘problema’ da hidroxicloroquina, um medicamento conhecido há anos, usado no tratamento de malária, artrite e lúpus, e com um custo insignificante de apenas 6 Euros, chama-se Donald Trump. Foi o presidente dos Estados Unidos quem a sugeriu como cura ideal e até preventiva contra Covid, transformando-a, junto com Bolsonaro, na droga dos soberanistas

Mesmo agora, com dois estudos a corroborar o resultado dos italianos – um na Bélgica e outro na Arábia Saudita – a OMS e praticamente todas as organizações sanitárias da União Europeia ainda impedem a administração da hidroxicloroquina fora dos ensaios clínicos. “A esperança é que o medicamento seja reabilitado, porque, usado por alguns dias, tem se mostrado eficaz”, disse o Dr. Luigi Cavanna.

Para a esperança de Cavanna, de acordo com Il Giornale, nas últimas semanas, os estados americanos do Minnesota, Nevada e Ohio já retiraram a proibição e, dos mais de 100 estudos realizados com a droga, 75% deram resultados positivos.

De fato, entre as várias pesquisas publicadas sobre a hidroxicloroquina, dos poucos estudos randomizados realizados houve apenas um que não encontrou efeitos benéficos da droga contra o Covid-19 e ao mesmo tempo destacou riscos de efeitos colaterais para o coração. Uma famosa pesquisa da OMS chamada Solidarity Trial, o maior estudo randomizado de todos os tempos, simplesmente descartou a hidroxicloroquina.

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Entretanto, o problemas desses estudos negativos, de acordo com Antonio Cassone, é que “esses testes usaram altas doses de hidroxicloroquina partindo do pressuposto que essas doses seriam corretas para uma atividade antiviral direta”. Ao focar na capacidade anti-inflamatória, porém, pode-se usar uma dose bem menor, o que parece não causar efeitos colaterais. Os pesquisadores do estudo no European Journal of Internal Medicine afirmam que “uma mortalidade reduzida também foi observada por outros estudos observacionais que usaram doses baixas ou intermediárias de hidroxicloroquina”.

Luigi Cavanna diz: “Você pode ser tão prudente e ecumênico quanto quiser, mas a hidroxicloroquina está no mercado há muitas décadas. É possível que só agora descubramos seu perigo? Se dá problemas cardíacos, dá-os tanto na pessoa com Covid como nas pessoas com lúpus ou artrite reumatoide”. Em outras palavras, podemos perguntar: se há os supostos problemas cardíacos terríveis causados pela hidroxicloroquina, porque nas pessoas com malária ou lúpus eles são menos importantes que nas pessoas com a gripe de Wuhan?

Antonio Cassone comenta: “Os dados, em geral, indicam que os indivíduos em estágios iniciais da doença, com menos comorbidades e mais jovens são os que podem se beneficiar melhor da hidroxicloroquina, e é interessante que esses sejam agora os sujeitos dominantes da segunda onda epidêmica na Europa”.

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A China, que no começo parecia tutelar as falas da OMS, e que neste momento está com sua economia crescendo e fazendo festas da piscina em Wuhan, curiosamente incluiu a cloroquina nas diretrizes anti-Covid. Na Alemanha, de acordo com o jornal Der Spiegel, os médicos também a prescrevem sem qualquer problema.

Luigi Cavanna pensa que os interesses econômicos certamente estão por trás do cancelamento da cloroquina: “Num sistema onde tudo é baseado no custo, talvez as coisas sejam direcionadas para medicamentos que têm um preço diferente…”. De fato, a hidroxicloroquina, um remédio sem patente e de baixo custo, não parece vir muito a calhar para quem especulou a possibilidade de altos lucros com uma pandemia de gripe turbinada pelo fanatismo da extrema-imprensa.

O establishment não gosta de Trump e Bolsonaro porque eles são inesperados game changers nas tensões geopolíticas atuais. E para fazer com que, dentro da narrativa dos donos da opinião oficial, eles não tenham razão em absolutamente nada, vale tudo; até jogar com as vidas do povo.

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