InícioSaúdeEstudo mostra que morte de índios cresceu no Governo Lula

Estudo mostra que morte de índios cresceu no Governo Lula

Proporcionalmente, o número de assassinatos cresceu no Governo Lula. De 1995 a 2002, o mapeamento aponta 20,65 assassinatos por ano.

- continua após a publicidade -

Em painel iniciado há pouco na 10ª Conferência Nacional de Direitos Humanos, o Conselho Indigenista Missionário (Cimi) divulgou relatório sobre os casos de violência contra os povos indígenas no Brasil durante os últimos dez anos. O estudo registra 287 assassinatos e 407 suicídios entre 1995 e 2005.
Proporcionalmente, o número de assassinatos cresceu no Governo Lula. De 1995 a 2002, o mapeamento aponta 20,65 assassinatos por ano. De 2003 a 2005, o índice subiu para 40,67 assassinatos por ano.

Demarcação de terras
Para a deputada Perpétua Almeida (PCdoB-AC), que coordena o painel, o aumento do número de mortes está relacionado à paralisação da demarcação das terras indígenas. Perpétua Almeida, que faz parte da Frente Parlamentar em Defesa dos Povos Indígenas, assumiu o compromisso de lutar por políticas públicas para reverter esse quadro. Ele disse que vai cobrar a criação, junto ao governo, de uma comissão permanente para discustir essas políticas públicas.
Já o Cimi acusa o governo de utilizar o Decreto 1775/96 como instrumento redutor de terras indígenas. O decreto introduziu no procedimento administrativo de demarcação de terras os princípios do contraditório e da ampla defesa.

Suicídio
Segundo a antropóloga da PUC-SP Lúcia Helena Rangel, que coordenou o estudo do Cimi, o suicídio também é registrado como violência contra os índios, porque representa a ponta de uma situação dramática, que afeta as comunidades indígenas. Ela citou o caso da tribo guarani-caiová, em Mato Grosso do Sul, que apresenta índice alto de suicídio, desnutrição e mortalidade infantil.
Também no painel, será discutida a questão dos direitos constitucionais indígenas e a relação dos índios com o Estado. O vice-presidente do Conselho Indigenista Missionário, Paulo Feitosa, vai tratar da questão da demarcação das terras. O advogado do Cimi Paulo Machado Guimarães vai analisar o cumprimento dos direitos constitucionais dos povos indígenas. Já a procuradora Débora Duprat vai debater a educação e saúde nas tribos.
Participam do painel vários líderes indígenas, que lutam pela instalação do Conselho Nacional de Políticas Indigenistas. Eles apontam para a necessidade de um novo mecanismo de participação junto ao Estado, por não considerar a Fundação Nacional do Índio (Funai) uma instância totalmente satisfatória.

O painel “Situação atual dos direitos indígenas no Brasil” ocorre no plenário 9.

👉 Veja mais notícias de Ribeirão Preto e Região no Em Ribeirão

Redação
JORNALISTA AIELLO – DRT 3895/SP Em Ribeirão – mais de 10 anos tocando em feridas que a velha mídia esconde.
publicidade

A força da ópera em Ribeirão Preto é tema do Prosa de Saberes na Biblioteca Padre Euclides

A Biblioteca Padre Euclides recebe no sábado, 19 de setembro, às 10h, mais uma edição do Prosa de Saberes, tradicional roda de conversa que...

15ª edição do Emprega Mais Ribeirão oferece 600 oportunidades de emprego nesta sexta (18)

Iniciativa descentralizadora leva o mutirão de emprego desta vez para o bairro Vila Virgínia, na zona oeste A Prefeitura de Ribeirão Preto, por meio da...

Após cerca de quatro anos fechado, Centro de Convenções Ribeirão Preto retoma atividades e inicia novo ciclo

Reaberto em agosto, CCRP já soma mais de dez eventos previstos para os próximos meses e avança em revitalização por etapas, com melhorias estruturais...
- PUBLICIDADE -