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Coronavírus: Doria decreta quarentena em todo o Estado de SP e fecha comércio

Para todos os 645 municípios a partir da próxima terça-feira (24/03). A medida vale por 15 dias, terminando no dia 7 de abril.

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O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), decretou neste sábado quarentena em todos os 645 municípios a partir da próxima terça-feira (24/03). A medida vale por 15 dias, terminando no dia 7 de abril.

Isso significa o comércio, com exceção dos essenciais, irá parar de funcionar. Indústria, construção civil e bancos ficam fora da medida.

São Paulo tem 15 mortos pelo Coronavírus e outros 396 casos confirmados e 9 mil em investigação. Além disso, há 34 pacientes na UTI (Unidade de Terapia Intensiva). Seis novas mortes foram confirmadas hoje.

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O infectologista David Uip, coordenador da equipe que combate a pandemia do novo coronavírus no Estado de São Paulo , explicou que ampliou a medida restritiva porque o Estado entrou no 8º dia de transmissão comunitária.

” São medias importantes no tempo adequado e respaldada pela comunidade científica. Isso é sério”, disse ele.

As medidas

De acordo com o governador, bares, restaurantes e cafés deverão fechar as portas.

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A saída é utilizar os serviços de delivery para manter o abastecimento, empregos e não trazer tanto prejuízos aos comerciantes deste setor.

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“Estamos numa guerra de vida e morte. É uma ordem (fechamento) e pedimos aos empresários de alimentação sejam criativos e solidários neste momento”, disse Doria.

No ramo de alimentação, estão liberados para funcionar supermercados, hipermercados, padarias e açougues.

Na área da Saúde, estão liberados o funcionamento de hospitais, clínicas, farmácias e clínicas ondontológicas.

Já os serviços ligados ao abastecimento como transportadores, armazéns, postos de gasolina, aplicativos de transportes, táxis, serviços de call center, lojas de pet shop, vão permanecer abertos.

Nota oficial do Governo do Estado de SÃO PAULO

O Governador João Doria determinou quarentena em todos os 645 municípios de São Paulo a partir de terça-feira (24). Durante 15 dias, a medida impõe o fechamento do comércio, exceto serviços essenciais de alimentação, abastecimento, saúde, bancos, limpeza e segurança.

A quarentena foi anunciada no início da tarde deste sábado (21), em entrevista coletiva no Palácio dos Bandeirantes. O decreto com o detalhamento das proibições e exceções será publicado em edição extraordinária no Diário Oficial do Estado.

“Isso implica na determinação, ou seja, na obrigação do fechamento de todo o comércio e serviços não essenciais à população. Essa medida poderá ser renovada, estendida ou suprimida se houver necessidade”, disse Doria. A medida visa proteger a saúde pública e reduzir a disseminação do coronavírus.

O fechamento do comércio atinge todas as lojas com atendimento presencial, inclusive bares, restaurantes, cafés e lanchonetes. Estabelecimentos que servem alimentos e bebidas em mesas ou balcões só poderão atender pedidos por telefone ou serviços de entrega.

Só ficarão abertos estabelecimentos com atendimento presencial que prestam serviçosconsiderados essenciais – a quarentena não afeta o funcionamento de indústrias. O decreto assinado por Doria listas as exceções em seis categorias distintas.

Nos serviços de saúde, está liberado o funcionamento de hospitais, clínicas– inclusive as odontológicas – e farmácias. No setor de alimentação, podem funcionar supermercados, hipermercados, açougues e padarias – que não poderão permitir o consumo no estabelecimento durante a quarentena.

No setor de abastecimento, poderão atuar normalmente transportadoras, armazéns, postos de gasolina, oficinas, transporte público, táxis, aplicativos de transporte, serviços de call center, pet shops e bancas de jornais.

Os demais setores que poderão oferecer serviços durante a quarentena são: empresas de segurança privada; empresas de limpeza, manutenção e zeladoria; bancos, lotéricas e correspondentes bancários.

O aumento nas restrições de circulação foi decidido tem respaldo do Centrode Contingência contra o coronavírus. “São medidas importantíssimas, no tempo adequado e respaldadas por todos os critérios científicos”, disse o médico infectologista David Uip, que coordena o grupo de especialistas.

O cumprimento da quarentena será fiscalizado pelo Estado e também pelas prefeituras. O Governador também disse que aglomerações e festas ao ar livre, como os chamados “pancadões”, são considerados ilegais e deverão ser coibidos pela Polícia Militar não apenas na Grande São Paulo, mas também no interior e no litoral do estado.

Casos

Neste sábado, São Paulo completa o oitavo dia como espaço de circulação comunitária do coronavírus. O Secretário de Estado da Saúde, José Henrique Germann Ferreira, informou que o estado contabilizava 396 casos confirmados de COVID-19 e 15 mortes – todas na capital – em decorrência da doença até o início da tarde deste sábado.

foto divulgação

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