InícioSaúdeCientistas pedem que OMS reavalie transmissão do novo coronavírus pelo ar

Cientistas pedem que OMS reavalie transmissão do novo coronavírus pelo ar

Eles consideram que gotículas menores, podem conter o vírus e ficar circulando. OMS é a cada que ninguem manda e todos dão ordens

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A Organização Mundial da Saúde reconhece que há evidências da transmissão do novo coronavírus pelo ar, mas destaca que elas não são definitivas e que é preciso aprofundar os estudos, segundo explicou, nesta terça-feira, Benedetta Allegranzi, principal autoridade da OMS para prevenção e controle de infecções.

A representante da OMS respondia a questionamento sobre uma carta aberta divulgada por 239 cientistas alertando para o risco de transmissão do novo coronavírus pelo ar. O grupo fez um apelo aos órgãos nacionais e internacionais e à comunidade médica sobre o risco significativo, de acordo com os especialistas, de transmissão da Covid-19 por gotículas microscópicas a distâncias curtas ou médias, de até vários metros. 

arquivo

A Organização Mundial da Saúde considera que, até o momento, os estudos sugerem que o vírus é transmitido principalmente pelo contato direto com gotículas respiratórias e não pelo ar. No site da organização, a entidade afirma que essas gotículas são relativamente pesadas, não viajam longe e caem rapidamente no chão. Por isso, a OMS recomenda que as pessoas  fiquem, pelo menos, um metro de distância dos outros. 

Na carta aberta publicada na revista científica Clinical Infectious Diseases, ou Doenças Infecciosas Clínicas, da Universidade de Oxford, no Reino Unido, o grupo de pesquisadores apela para que sejam reforçadas as orientações sobre a transmissão do vírus pelo ar. 

Foto bbc

Eles consideram que gotículas menores, que não são pesadas, podem conter o vírus e ficar circulando no ambiente por mais tempo, levando a infecção de outras pessoas, especialmente em locais fechados ou de pouca circulação de vento.

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Os cientistas recomendam, então,  maior ventilação em locais como edifícios públicos, ambientes de trabalho, escolas, hospitais ou lares de idosos.

Sugerem ainda o uso de exaustores para a filtragem do ar com alta eficiência, além de evitar a superlotação em locais fechados. 

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Redação
JORNALISTA AIELLO – DRT 3895/SP Em Ribeirão – mais de 10 anos tocando em feridas que a velha mídia esconde.
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