Início Região São Carlos EdUFSCar promove lançamento triplo de sociologia em São Carlos

EdUFSCar promove lançamento triplo de sociologia em São Carlos

- continua após a publicidade -

A Editora da Universidade Federal de São Carlos lança três títulos da área de sociologia: ‘Profissões republicanas’, ‘Novas faces da vida nas ruas’, e ‘As fábricas recuperadas no Brasil’. Evento acontece na próxima quarta-feira, 14 de setembro, às 19h, na TEIA Casa de Criação, em São Carlos.

Profissões republicanas: experiências brasileiras no profissionalismo.
1_Profissoes-republicanas--experiencias-brasileiras-no-profissionalismo_39Novos desafios são impostos pelo mercado de trabalho todos os dias, dentre eles, transformações legais, econômicas e relacionais. Essas dinâmicas resultam em interações profissionais que apagam ou reforçam identificações. Nesta perspectiva, buscando analisar especificamente a história dos médicos, a profissionalização dos jornalistas, a prática privada da advocacia, a participação das mulheres e dos advogados negros nas organizações, o apagamento da diferença entre delegados e delegadas de Polícia Federal e a cultura terapêutica, Maria da Gloria Bonelli e Wellington Luiz Siqueira organizaram o livroProfissões republicanas: experiências brasileiras no profissionalismo,lançamento da EdUFSCar.
O livro comemora os 20 anos do grupo de pesquisa Sociologia das Profissões, que teve início em 1994 no Programa de Pós-Graduação em Sociologia da Universidade Federal de São Carlos. As pesquisas que compõem os oito capítulos buscam compreender, com análises quantitativas a partir de bancos de dados secundários e entrevistas com profissionais da área, as relações entre a chegada dos médicos ao município de São Carlos e o desenvolvimento local da cidade, a profissionalização do Jornalismo no Brasil e o processo de feminização da profissão no estado de São Paulo para esclarecer como acontecem as diferenças de gênero no trabalho.
Os artigos destrincham sobre os processos globalizantes na advocacia paulista, e como estes têm gerado formas híbridas de carreiras, apresentando dados sobre o recente movimento de interiorização de advogados pelas grandes empresas brasileiras com a formação de equipes corporativas. A experiência do negro no ambiente de trabalho da advocacia paulista, constituído em sua maioria por profissionais não negros, também é abordada, assim como a carreira dos delegados de Polícia Federal, abordando sua divisão principal: o gênero. Por fim, discutem o fenômeno da cultura terapêutica e o gerenciamento das emoções, tendo como base de dados os manuais de autoajuda voltados principalmente para o público feminino.
Segundo os organizadores, na apresentação da obra, “Profissões republicanas delineia uma visão do Brasil contemporâneo que permite vislumbrar o caminho percorrido pelos profissionais ao longo de um século”.

Novas faces da vida nas ruas.
1_Novas-faces-da-vida-nas-ruas_32Conhecidos como mendigos, andarilhos, mundrungos, trecheiros, pardais, noias, sans-abri, homeless ou vagabundos, a figura do morador de rua configura-se como um problema público, cuja visibilidade está muito associada ao uso de drogas e à violência urbana. Nesse cenário global, antropólogos do Centro de Estudos da Metrópole lançam novo olhar à vida nas ruas, abordando tanto sua dimensão microssociológica – as formas de viver desses moradores – quanto sua dimensão política, por meio dos programas assistenciais e de controle. O resultado está reunido na coletânea Novas faces da vida nas ruas, organizada por Taniele Rui, Mariana Martinez e Gabriel Feltran, lançamento da EdUFSCar, com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).
O resultado mais relevante é a desnaturalização desse modo usual de pensar a vida nas ruas. Utilizando a pesquisa etnográfica, os autores conviveram por longos períodos com moradores de diferentes cidades, como São Paulo, Paris, São Bernardo do Campo, São Carlos, Curitiba e Rio de Janeiro. Busca-se descobrir sobre a cidade e o conflito urbano contemporâneo a partir de suas falas, movimentos e histórias. O pressuposto analítico é que se pode aprender com eles.
As três partes em que o livro está dividido já indicam alguns caminhos: a rua hoje produz políticas – internamente, para sobreviver; externamente, para controlá-la, reprimi-la, vigiá-la, ou mesmo assisti-la, ajudá-la. A rua cria uma miríade de serviços de atendimento – sociais, jurídicos, psicológicos, psiquiátricos, educativos, profissionalizantes, de cuidado em saúde, do higienismo ao sopão, da Cristolândia à cracolândia. A rua alimenta uma série de saberes: da epistemologia à psiquiatria, dos doze passos à redução de danos, do jornalismo à arquitetura e às ciências sociais.
O tema é gerador de debates e produtor de uma reflexão específica sobre as drogas, um dispositivo que parece oferecer hoje o guarda-chuva para se pensar qualquer questão vinculada às ruas. “O que as narrativas que compõem essa interlocução fazem é nos permitir apreender algo das cidades em que vivemos, e de nossas relações cotidianas nelas – porque é no cotidiano e nas rotinas que o mundo social se estrutura e se revela”, afirmam os organizadores.
A obra marca a estreia da Coleção Marginália de Estudos Urbanos, que pretende promover a difusão de pesquisas empíricas sobre temas urbanos contemporâneos

- CONTINUA DEPOIS DE PUBLICIDADE -

As fábricas recuperadas no Brasil: o desafio da autogestão.
1_As-Fabricas-Recuperadas-no-Brasil-o-desafio-da-autogestao_56As crises financeiras sucedidas no final dos anos 1990 provocaram mudanças no quadro da economia brasileira. Muitas empresas faliram, aumentando assim a taxa de desemprego e levando à flexibilização das relações de trabalho. Nesse cenário, surgem as primeiras fábricas recuperadas no país, em geral, estruturadas como cooperativas e sob o lema da autogestão.
Para discutir de que maneira esta proposta se efetivou, passados mais de 20 anos desde o surgimento das primeiras experiências de administração direta no país, Aline Suelen Pires lança As fábricas recuperadas no Brasil: o desafio da autogestão, pela EdUFSCar.
A obra retorna a alguns desses empreendimentos e traça um panorama geral da atual situação das fábricas recuperadas no Brasil desde que grupos de trabalhadores começaram a se organizar, com a ajuda de alguns sindicados e instituições de apoio, na proposta de assumir o controle das instituições em falência, preservando seus postos de trabalho.

 

LANÇAMENTO EM SÃO CARLOS
Data: Quarta-feira, 14 de setembro, às 19h
Local: TEIA – Casa de Criação
Endereço: Rua Rui Barbosa, 1950 – São Carlos – SP

- CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE -
- CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE -

Veja mais notícias de Ribeirão Preto e Região no Em Ribeirão

publicidade
publicidade

Neste Natal, Shopping Iguatemi Ribeirão Preto promove encontros inéditos com Papai Noel

Bom velhinho estará em sua casa no Polo Norte, mas é presença confirmada em ações digitais do empreendimento

Sertãozinho: Câmara Municipal promove últimas sessões ordinárias deste ano

Todas as sessões ordinárias da Câmara de Sertãozinho podem ser acompanhadas, nos seguintes veículos de comunicação

Relação extraconjugal pode ser reconhecida como união estável?

O homem morreu em 2011 e agora suas duas companheiras devem dividir seus bens.

Museu Casa de Portinari lança audiolivro para deficientes visuais

Obra de autoria de Candido Portinari ganhou parceria da ADEVIRP para tradução sonora

Avenida Antônia Mugnatto Marincek recebe novas adequação

Via foi duplicada em mais de quatro quilômetros, recebeu ciclovia, cerca de 50 pontos de acessibilidade e nova sinalização