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Subestação Morro Agudo é inaugurada e usinas sucroenergéticas da região de RP poderão ampliar a produção de energia de biomassa

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O secretário de Energia e Mineração do Estado de São Paulo, João Carlos Meirelles, participou nesta quinta-feira, 14 de setembro, da inauguração da subestação (SE) Morro Agudo, no município de mesmo nome na região nordeste do Estado. O empreendimento faz parte do programa da Secretaria de Energia e Mineração chamado “São Paulo na Rede Elétrica”, que beneficiará a exportação de energia elétrica das usinas sucroenergética a biomassa das regiões de Ribeirão Preto, Franca e Barretos.

Foram investidos cerca de R$ 100 milhões na construção da subestação pela CPFL Geração e outros R$100 milhões associados a reforços e melhorias nas linhas de distribuição e transmissão pela distribuidora, gerando 120 empregos diretos durante o pico das obras.

“Com essa nova subestação as usina de cana-de-açúcar da região terão a possibilidade de ampliar a produção de energia elétrica, utilizando parte do energético no seu consumo e vendendo o excedente para a rede. Isso significa uma nova receita para as usinas e a ampliação da geração de energia renovável na matriz energética paulista”, destaca Meirelles.

A Secretaria de Energia e Mineração mapeou as 201 usinas existentes no Estado e identificou a sua produção, consumo e exportação de energia excedente para a rede elétrica. Entre as 201 usinas, 33 delas já produzem energia estando localizadas a uma distância de 100 quilômetros do município de Morro Agudo.

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Ao todo, as 33 usinas têm potência instalada de 1.727 megavolt ampere (MVA), potência exportada de 765 megawatts (MW) e consumo próprio de 735 MW. Considerando o excedente de energia que essas 33 usinas conseguem produzir na região de Morro Agudo, existe a possibilidade de aumentar o fornecimento para a rede em 227 MW, o que significa o consumo anual de uma cidade como Ribeirão Preto, que possuiu 600 mil habitantes.

As usinas estão localizadas em 20 municípios: Ariranha, Batatais, Buritizal, Colina, Colômbia, Guaíra, Guariba, Igarapava, Jaboticabal, Jardinópolis, Morro Agudo, Patrocínio Paulista, Pitangueiras, Pontal, Pradópolis, São Joaquim da Barra, Serrana, Sertãozinho, Severínia e Vista Alegre do Alto.

A nova subestação atende não apenas as usinas, mas também as áreas industriais e residenciais da região, beneficiando cerca de 700 mil habitantes.

“A conclusão das obras da Subestação Morro Agudo faz parte da estratégia de expansão do Grupo CPFL que chamamos de ‘transmissão de nicho’, que são aqueles ativos que possuem sinergias operacionais com as nossas distribuidoras e com as nossas usinas eólicas”, explica o presidente da CPFL Energia, Andre Dorf.

A SE Morro Agudo pode ser operada à distância pelo Centro de Operação da CPFL Energia, em Campinas, graças a uma moderna tecnologia que possibilita sua operação totalmente automatizada.

Com sete autotransformadores e potência total de 800 MVA, a Subestação Morro Agudo é composta por dois setores, um de 500 quilovolts (kV) de tensão, com duas entradas de linha, e outro de 138kV de tensão, com seis entradas de linha. Instalada em uma área de 150 mil metros quadrados, o empreendimento contempla a infraestrutura necessária às expansões futuras em redes de 138kV, por meio do seccionamento da Linha de Transmissão de 500kV Marimbondo–Ribeirão Preto.

Em operação comercial desde julho de 2017, quase três meses antes do previsto em contrato, a CPFL Energia poderá explorar a concessão do ativo pelo prazo de 30 anos, até 26 de março de 2045. Como remuneração pela operação da subestação, o Grupo CPFL receberá uma Receita Anual Permitida (RAP) de R$ 10,8 milhões, reajustada anualmente pelo IPCA.

Outras regiões

A Secretaria de Energia e Mineração acompanha os estudos do governo federal para identificar áreas críticas no Estado de São Paulo e definir reforços e ampliações no sistema.

Como resultado dessas ações, desde 2010, foram implantados 18 empreendimentos de transmissão no estado, sendo 15 subestações e três linhas de transmissão, que representaram cerca de R$ 2 bilhões em investimentos.

Novos reforços estão previstos para os próximos anos destacando-se a implantação de novos empreendimentos de transmissão para viabilizar a entrada no Estado da energia gerada nas usinas do rio Madeira (Santo Antônio e Jirau) e da usina de Belo Monte.

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