InícioPolíticaGolpe? Presidente interino da Câmara anula tramitação do impeachment

Golpe? Presidente interino da Câmara anula tramitação do impeachment

- continua após a publicidade -

O presidente interino da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA), assinou decisão nesta segunda-feira (9) para anular a tramitação do impeachment da presidente Dilma Rousseff no Congresso.

Ainda não há detalhes completos da decisão, que será publicada na edição do Diário da Câmara desta terça (10).

A Folha apurou, porém, que o motivo seria a interpretação de que a votação ultrapassou os limites da denúncia oferecida contra Dilma por crime de responsabilidade –tratando da questão da Lava Jato e não só das supostas irregularidades orçamentárias.

Em nota divulgada à imprensa
Maranhão diz que a petição da AGU ainda não havia sido analisada pela Casa e que, ao tomar conhecimento dela, resolveu acolher. Na decisão, ele argumenta

“ocorreram vícios que tornaram nula de pleno direito a sessão em questão”.

- CONTINUA DEPOIS DE PUBLICIDADE -

Para Maranhão, os partidos políticos não poderiam ter fechado questão a favor ou contra o impeachment. Quando há o chamado fechamento de questão, os deputados devem seguir a orientação partidária sob pena de punição, como expulsão da legenda.

“Não poderiam os partidos políticos terem fechado questão ou firmado orientação para que os parlamentares votassem de um modo ou de outro, uma vez que, no caso deveriam votar de acordo com as suas convicções pessoais e livremente”,

destacou o presidente em exercício da Câmara na decisão.

Maranhão argumenta ainda que os deputados não poderiam ter anunciado suas posições antes da sessão da Câmara que decidiu dar continuidade ao processo de afastamento da presidente Dilma. Ele também afirma que a defesa de Dilma deveria ter tido o direito de falar durante a votação do impeachment.

“Não poderiam os senhores parlamentares antes da conclusão da votação terem anunciado publicamente seus votos, na medida em que isso caracteriza prejulgamento e clara ofensa ao amplo direito de defesa que está consagrado na Constituição. Do mesmo modo, não poderia a defesa da senhora Presidente da República ter deixado de falar por último no momento da votação, como acabou ocorrendo”,

afirma.

Por fim, Maranhão alegou que o resultado da votação deveria ter sido formalizado por resolução, por ser, segundo ele, o que dispõe o regimento interno da Câmara dos Deputados e o que estava previsto no processo de impeachment do ex-presidente Fernando Collor de Mello.

“Por essas razões anulei a sessão realizada nos dias 15, 16 e 17 e determinei que uma nova sessão seja realizada para deliberar sobre a matéria no prazo de 5 sessões contados da data em que o processo for devolvido pelo Senado à Câmara dos Deputados”,

disse.

“Para cumprimento da minha decisão, encaminhei ofício ao presidente do Senado, para que os autos do processo de impeachment sejam devolvidos à Câmara dos Deputados”,

concluiu Waldir Maranhão.

👉 Veja mais notícias de Ribeirão Preto e Região no Em Ribeirão

publicidade

A força da ópera em Ribeirão Preto é tema do Prosa de Saberes na Biblioteca Padre Euclides

A Biblioteca Padre Euclides recebe no sábado, 19 de setembro, às 10h, mais uma edição do Prosa de Saberes, tradicional roda de conversa que...

15ª edição do Emprega Mais Ribeirão oferece 600 oportunidades de emprego nesta sexta (18)

Iniciativa descentralizadora leva o mutirão de emprego desta vez para o bairro Vila Virgínia, na zona oeste A Prefeitura de Ribeirão Preto, por meio da...

Após cerca de quatro anos fechado, Centro de Convenções Ribeirão Preto retoma atividades e inicia novo ciclo

Reaberto em agosto, CCRP já soma mais de dez eventos previstos para os próximos meses e avança em revitalização por etapas, com melhorias estruturais...
- PUBLICIDADE -