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Polícia Militar aprende libras para usar em abordagens

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Realizar abordagens, assim como passar informações, fazem parte do dia a dia do policial militar. Porém, quando a pessoa abordada apresenta deficiência de fala ou audição, esse tipo de ação acaba se complicando.

Para melhorar a comunicação, o 13° Batalhão da Polícia Militar realiza nesta semana palestras sobre ‘abordagem em libras’, direcionado a 220 policiais militares das 19 cidades da região.

“A palestras vêm sendo realizadas nesta semana, com duração de três horas. Cada dia participa um grupo de policiais – entre comandantes e policiais de rua, que serão multiplicadores”,

explica o tenente Emerson Coelho.

Ainda de acordo com o tenente, a palestra realizada por um instrutor do Senai ensina a abordar utilizando as libras.

“Nós passamos todo o procedimento da polícia para o Senai no ano passado, e desde então eles vinham trabalhando nisso. A palestra que foi então desenvolvida, vinha sendo desenvolvida desde o ano passado, já que eles se adequaram de acordo com a nossa realidade e ensinaram o básico. Acredito que seja importante abranger esse público, que é grande”,

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destaca o tenente.

Toda essa preocupação não é à toa, afinal, a estimativa do último censo realizado em 2010, aponta que Araraquara possui 10.153 deficientes auditivos.

O curso
De acordo com o instrutor do Senai, Igor Géa da Cunha, a unidade conta com dois cursos de libras, um menor de 60 horas e outro avançado de 160 horas.

“Aqui nós passamos somente a questão da abordagem e a função do interprete. A palestra é um grande bate-papo, onde é passada toda a teoria e na sequência é feita a simulação”,

explica.

Ainda de acordo com Igor, a procura pelo curso vem crescendo cada vez mais, devido às cotas criadas nas empresas e também dentro da própria família da pessoa com deficiência auditiva.

“Além do curso de libras, o Senai tem vários cursos com interpretes. Para a realização das palestras, o Senai e a PM fecharam uma parceria e a partir dai foi montada a palesta”,

destaca.

Polícia também adaptou atendimento
Além da abordagem, em dezembro do ano passado, a Polícia Militar lançou seu atendimento de emergência adaptado para pessoas com deficiência auditiva ou de fala. A pessoa envia mensagens via SMS gratuito, que são direcionadas para o Copom (Centro de Operações da Polícia Militar) de São Paulo, onde uma equipe faz o atendimento e envia o aviso de ocorrência para o Copom do município.

“Nós estamos nos adequando às pessoas com deficiência auditiva, que no Estado representa 1,9 milhões, segundo a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência”,

explica o tenente Coelho.
Para ter esse serviço, a pessoa deve se cadastrar na unidade policial, ficando liberado o uso do ‘SMS’ para casos de emergência.

Após o cadastro, toda vez que a pessoa com deficiência precisar do apoio da Polícia ou dos Bombeiros, deverá enviar uma mensagem de texto para os números de emergência 190 ou 193. Ainda de acordo com a Polícia Militar, a ideia do sistema de mensagens surgiu em 2011, assim a PM e a Agência Nacional de Telecomunicações e com as operadores de telefonia celular, para um atendimento via SMS, de maneira gratuita.

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