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Ladrão de dez anos morto pela PM após furtar carro é enterrado em SP

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Na manhã cinzenta deste sábado (4) em São Paulo, foi enterrado Italo, 10, morto a tiros por policiais militares após furtar um carro e atirar contra polciias na zona sul de São Paulo nesta quinta-feira (2).

Tanto o enterro quanto o velório ocorreram no cemitério São Luiz, próximo ao bairro do Capão Redondo, na zona sul. De acordo com um integrante da administração, vítimas de homicídios estão entre os casos mais encaminhados a esse necrotério, na periferia da capital.

Do lado de fora da sala em que ocorria o velório, era possível ouvir os gritos de lamentação de Cintia Francelino, 29, mãe do menino, que não acompanhou o crescimento do filho, pois passou vários anos detida, situação esta em que também o pai se encontra.

“Quero só justiça, já falei tudo o que tinha pra falar. Eles atiraram no meu filho, depois esfregaram a arma na mão dele”, afirmou Francelino após o enterro.

Durante o cortejo, os cerca de 40 familiares e amigos gritavam por justiça: “Mataram uma criança, gente, é uma covardia.” Não havia representantes do governo nem da sociedade civil. O clima era de desconfiança em relação à imprensa no local. A avó de Italo precisou ser colocada em uma cadeira de rodas para que acompanhasse o cortejo até a cova em que o menino foi enterrado, pouco antes das 11h.

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Coube a Italo a terceira de uma longa fila de covas pré-cavadas. Sua mãe ajoelhou-se na terra úmida e agarrou-se às flores deixadas em memória do filho. Só saiu de lá quando parentes a levantaram contra sua vontade.

Sidnai Santos Batista, vizinha da família de Italo na comunidade do Piolho, no Campo Belo, disse que seria impossível Italo estar armado, e que a família do menino de 11 anos que também participou do furto está sendo vigiada pela polícia. “É para não falarem mais nada.

ENTENDA O CASO

Italo foi morto a tiros por policiais militares na noite de quinta-feira (2) na zona sul de São Paulo, após ter furtado um carro em um condomínio da região com a ajuda de um colega de 11 anos, segundo a Secretaria Estadual da Segurança Pública.

De acordo com a PM, os policiais deram ordem de parada, mas os dois meninos aceleraram o Daihatsu preto e fugiram. Durante a perseguição policial, na região do Morumbi, Italo, que conduzia o carro, perdeu o controle e bateu em um ônibus e em um caminhão.

Quando os policiais se aproximaram com duas motos e um carro, segundo a PM, foram recebidos a bala.
Italo, 10, que dirigia, foi atingido na cabeça e morreu no local. J, 11, que estava no banco traseiro, foi levado à delegacia. O menino prestou depoimento e foi entregue aos responsáveis -de acordo com a legislação, menores de 12 anos não podem ser detidos.

Segundo o governo, no relato ao delegado de madrugada, na presença da mãe, o menino disse que o colega atirou duas vezes na polícia, num primeiro momento, e, depois que bateu o carro, disparou de novo antes de ser atingido.

À noite, em novo depoimento, mudou a versão e disse que o colega deu três tiros durante o trajeto -não tendo disparado depois da batida do carro. Nesse momento, disse, os policiais atiraram nele.

Os dois bandidos mirins já tiveram ao menos três ocorrências de roubo neste ano.
Nos três registros policiais, eles não portavam armas. Foram uma tentativa de furto no parque Ibirapuera, em janeiro, em hotel, em abril, e a condomínio -este último em 28 de maio, quando eles quebraram o vidro de um veículo.

Os pais do menino morto também têm condenações judiciais. O pai está preso por tráfico, e a mãe, Cintia Francelino, 29, já cumpriu pena por furto e roubo.

Hoje a mão deste delinquente de 10 anos chora a morte do filho, mas quando eles agiam e levavam o fruto de suas ações delituosas para casa, quem chorava eram as vitimas.

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