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Basquete em cadeira de rodas muda vidas em RP

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O basquete em cadeira de rodas surgiu no início do século XX com o intuito de reintegrar os soldados que se feriram durante a 2ª Guerra Mundial e dar-lhes um propósito, ajudando, assim, na reabilitação. O esporte fez parte de todas as edições já realizadas dos Jogos Paralímpicos. As mulheres entraram na disputa em 1968, em Tel Aviv, Israel.

No Brasil, o basquete adaptado também tem forte presença na história do movimento paralímpico, sendo a primeira modalidade praticada aqui, em 1958.

Em Ribeirão Preto, o projeto “SuperAção” trabalha a modalidade e muda vidas. As aulas são realizadas na Escola de Educação Física e Esporte da Universidade de São Paulo (EEFERP-USP), às terças e quintas, das 19h às 22h, e ministradas pelo professor Jonathan Fernandes Carvalho. São cerca de 20 alunos atendidos, de todas as faixas etárias, homens e mulheres, que usam o esporte para superar traumas e conquistam ótimos resultados dentro e fora das quadras.

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As cadeiras de rodas utilizadas são adaptadas e padronizadas pelas regras da Federação Internacional de Basquete em Cadeira de Rodas (IWBF). O jogador deve quicar, arremessar ou passar a bola a cada dois toques dados na cadeira.

Jonathan explica que durante os treinos são trabalhados fundamentos como passe, arremesso e drible. E, além do basquete, os alunos também praticam outros desportos coletivos, como o handball e o rugby. “O objetivo maior do projeto e das aulas é propagar a atividade física”, comenta.

O professor também fala sobre os benefícios proporcionados pelo esporte. Para Jonathan, um dos principais é a sociabilização, com a convivência e a troca de experiências com outros que passaram por situações semelhantes. “Fora das quadras, eles também interagem e participam de outros eventos, como shows, festas e cinema. Desta forma, encaram a realidade de suas novas vidas”, avalia.

Ele cita, ainda, ganhos físicos como força, capacidade respiratória, aumento da massa muscular, além da melhora na coordenação motora.

“O projeto SuperAção veio para melhorar a qualidade de vida dos alunos e oferecer opções às pessoas com deficiência”, conclui.

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Ainda há vagas para a modalidade. Os interessados devem ir até a EEFERP-USP, nos dias e horários das aulas.

Sobre o projeto

O projeto “Superação” foi criado com o objetivo de incluir as pessoas com algum tipo de deficiência no esporte. As modalidades trabalhadas, de forma gratuita, são basquete em cadeira de rodas, parabadminton, futebol de sete, futebol de cinco, teatro, balé e natação.

As aulas de basquete em cadeira de rodas, parabadminton e futebol de sete são realizadas no campus da USP. Já o futebol de cinco, o teatro e o balé sao oferecidos na sede da Adevirp, enquanto a natação é feita na Associação Cristã de Moços (ACM).

O “SuperAção” é realizado pela Associação Pró-Esporte e Cultura através do Programa Nacional de Apoio à Atenção da Saúde da Pessoa com Deficiência (PRONAS), Ministério da Saúde e Governo Federal.

Conta com os patrocínios da UEG Araucária, IHARA, Sistema Integrado Martins e Smart Supermercados. O projeto recebe, ainda, apoio da Marins Consultoria, Passaredo Linhas Aéreas, Prefeitura Municipal de Ribeirão Preto, ACM, USP e ADEVIRP.

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