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O ato de educar: a importância da ação docente

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Entendemos que o ato de educar deve direcionar-se para um sentido mais amplo, que vai além do ensino do conteúdo programático disciplinar. Educar é importante, pois o educador tem a oportunidade fantástica de esclarecer, aos alunos, a cada encontro, os múltiplos conhecimentos, que envolvem teorias, valores, exercícios, exemplificação.

Todos esses saberes, se preparados e pesquisados previamente, pelo professor, podem impactar e impressionar o aprendiz de tal modo, que esse último é convidado a adentrar em uma nova dimensão, que altera para melhor, aquilo que ele possuía anteriormente. Capacitar alguém para os novos conhecimentos que a vida cobrará. É um saber libertário da ignorância, proporcionado por uma boa aula. Como disse o pensador inglês Francis Bacon “saber é poder”.

O ato de educar é importante para a transmissão de valores éticos, morais, republicanos, que possam ampliar, nas relações humanas, o olhar do aluno para com o outro. Cabe ao educador transformar seu aprendiz em cidadão, para que possa entregar melhores seres-humanos à sociedade. Pessoas capacitadas nas diversas áreas dos conhecimentos científicos, mas com o olhar da tolerância, da busca pela justiça social e com meio ambiente. 

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Para o professor que se alinha a estas perspectivas sugerimos ser ousado criando debates acerca da escravidão e da vida do negro, índio, mulheres e pobres no Brasil. A produção de seminários acerca dos conceitos de Direita e Esquerda. Uma aula de matemática financeira para o orçamento familiar. A aplicação de questionário acerca de documentários que envolvam temas ambientais: a produção cotidiana do lixo, cuidado com as árvores e consumo da água.

Todas essas atividades certamente criariam tensões e desequilíbrio nas noções prévias que os alunos trazem até a sala de aula. Desta forma, contribuiriam para o repertório de mundo do aprendiz, aperfeiçoando-o ou fomentando novas construções de sentido e visões mais democráticas com a sociedade e cidadania, com a natureza e com o seu próprio futuro.

O professor em sua aula deve possuir brilho nos olhos, nutrir carinho com seu aprendiz, ser caprichoso na sua narrativa, capricho estendido ao seu quadro, letra e organização da lousa, volume de voz e na sua didática. Sua aula deve ter impacto, alto padrão de qualidade, o professor deverá lembrar sempre quem são os seus alunos, levando em questão a realidade na qual se inserem.

O professor precisa nutrir afeto, alegria e paciência. Cuidar da aprendizagem dos seus. Deve-se valorizar a clareza da própria fala e de seus raciocínios. Estimular a criatividade dos seus educandos. De maneira democrática ouvir o aluno e não agir como “rolo-compressor” pelas ideias prévias do aprendiz.
Deve-se ensinar, estimular a leitura, a pesquisa e a escrita. Para ser um bom professor é preciso abusar do carisma e fazer o aluno perceber que o professor realmente se importa com ele.

O professor não deve apelar, perder o controle ou mesmo gritar com os seus alunos. Pois os gritos acabam ensurdecendo o coração, bloqueando pensamentos e ainda transformando o professor em um ser-violento. O professor jamais deve perder o equilíbrio. Não adianta pregar educação e ser mal educado.  O ato de educar deve ultrapassar a aula expositiva e viajar por caminhos da cidadania, da humanização e da formação plena dos educandos. 

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O docente deve ser pontual com essa agenda. Aula por aula. Como afirmou um dia Paulo Freire: “educar é um ato de amor”. Por isso, e por outras contribuições, ensinamos aqui na Estácio que o professor deve tocar no coração do aluno contribuindo para sua aprendizagem, independência e responsabilidade, tão necessária para sua trajetória pelos caminhos da vida.

 

Aluísio Brandão é historiador, pedagogo e músico. É mestrando na UNICAMP pelo Programa de Pós-Graduação da Faculdade de Educação da Universidade de Campinas e pela UFU – Universidade Federal de Uberlândia. Atua como pesquisador na grande Área de Ciências Humanas, Educação e Artes. E também na formação pedagógica de professores lecionando nas Áreas de Educação, História Cultural e Política, do Programa de Pós-Graduação em Pedagogia do Centro Universitário Estácio.

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