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Uma a cada quatro famílias estão inadimplentes na capital paulista

Livre-se das dividas do passado mesmo sem pagar e esteja pronto para as compras de final de ano e inicie 23 com novas oportunidades. Saiba como aqui.

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O mês de setembro registrou quase 1 milhão de lares com dívidas em atraso, na cidade de São Paulo. De acordo com a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), realizada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), 24,8% das famílias – praticamente uma a cada quatro – têm dívidas em atraso na capital. O resultado é um novo recorde para a séria histórica do levantamento, que teve início em agosto de 2010.

arquivo


 
Além da inadimplência, o que também cresceu no nono mês do ano foi o endividamento, atingindo 76,9% dos lares paulistanos. Em números absolutos, 3,09 milhões de famílias estão endividadas – um crescimento de 331 mil em um ano. Os principais tipos de dívidas estão concentrados nos cartões de crédito (85,8%) e nos carnês (15,8%). Em seguida, as três modalidades de crédito: pessoal (11,9%), financiamento de carro (11,7%) e financiamento de casa (11,1%).  
 
Quando se avalia o cenário das faixas de renda, observa-se que os lares que recebem até dez salários mínimos são os que mais sofrem os impactos. As taxas de endividamento e inadimplência atingiram 79,7% e 30,1%, respectivamente – porcentuais também históricos para o grupo. Nas famílias com rendimentos superiores, 68,7% têm dívidas e 11,2% estão inadimplentes (ambos abaixo do registrado em agosto).
 
A maior parte das dívidas, demonstra a pesquisa, continua sendo aquelas acima de 90 dias (46,8%). Em seguida, estão as atrasadas de 30 a 90 dias (30,7%) e, depois, as de até 30 dias (21,6%). Apesar da ausência de grandes mudanças no tempo em atraso, o pagamento de juros tem sido maior. Isto é, um consumidor com débito de 30 dias está pagando mais juros do que há um ano, com o mesmo prazo de atraso. Isso retira recursos das famílias e diminui o potencial de consumo no comércio e nos serviços.
 
Entretanto, diante da inflação geral começando a ceder (ainda que não seja para todos os grupos de consumo, como no caso da alimentação), a confiança dos paulistanos melhorou. O índice de Intenção de Consumo das Famílias (ICF), outro indicador da FecomercioSP, registrou, em setembro, alta mensal de 3,9%, passando de 81,9 pontos, em agosto, para 85,1. Este é o maior nível desde abril de 2020.

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arquivo pessoal


 
Todos os sete itens analisados pelo índice subiram. Destaque para a volta ao patamar de satisfação (acima dos 100 pontos) da variável renta atual, que atingiu 102,5 pontos – altas de 5,5%, na comparação mensal, e de 45,5%, no contraponto anual. O emprego atual avançou 4,2%, e perspectiva profissional, 3,6%. As respectivas pontuações foram de 116,7 e 112,5.
 
Na opinião da FecomercioSP, os números refletem um mercado de trabalho mais aquecido e o início de uma desaceleração da inflação. No entanto, como as famílias estão bastante endividadas, a melhora na renda e no emprego não tem surtido um efeito imediato no consumo. Ademais, o crédito mais caro e seleto também tem dificultado um avanço maior do ímpeto de ir às compras. Prova disso, é o item acesso ao crédito, que avançou 2,9%, mas ainda está na área de insatisfação, com 83,3 pontos.
 
Assim, grande parte dos recursos do Auxílio Brasil e do décimo terceiro salário, no segundo semestre, ainda deve ser destinado a pagamento de dívidas em atraso, antes de usufruída em novas compras. O nível de consumo atual e a perspectiva de consumo registraram, respectivamente, altas de 4,6% e 2,7%, levando o primeiro aos 63 pontos, e o segundo, aos 71,6 pontos. Por fim, a variável momento para duráveis cresceu 3,7%, mas com a pior avaliação no ICF: 46,1 pontos.
 
Já o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) seguiu na tendência positiva, crescendo 4,4%, em setembro, e registrando 111,5 pontos (maior nível do ano). A alta foi puxada pela melhora no Índice de Expectativa do Consumidor (IEC) – que subiu 4,7% e passou para os 137,3 pontos. O Índice das Condições Econômicas Atuais (ICAE), embora tenha apontado aumento de 3,5%, ainda está no patamar de pessimismo, com 72,7 pontos.

foto internet

 
Notas metodológicas
PEIC
A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC) é apurada mensalmente pela FecomercioSP desde fevereiro de 2004. São entrevistados aproximadamente 2,2 mil consumidores na capital paulista. Em 2010, houve uma reestruturação do questionário para compor a pesquisa nacional da Confederação Nacional do Comércio (CNC), e, por isso, a atual série deve ser comparada a partir de 2010.O objetivo da PEIC é diagnosticar os níveis tanto de endividamento quanto de inadimplência do consumidor. O endividamento é quando a família possui alguma dívida. Inadimplência é quando a dívida está em atraso. A pesquisa permite o acompanhamento dos principais tipos de dívida, do nível de comprometimento do comprador com as despesas e da percepção deste em relação à capacidade de pagamento, fatores fundamentais para o processo de decisão dos empresários do comércio e demais agentes econômicos, além de ter o detalhamento das informações por faixa de renda de dois grupos: renda inferior e acima dos dez salários mínimos.
 
ICF
O Índice de Intenção de Consumo das Famílias (ICF) é apurado mensalmente
pela FecomercioSP desde janeiro de 2010, com dados de 2,2 mil consumidores no município de São Paulo. O ICF é composto por sete itens: Emprego Atual; Perspectiva Profissional; Renda Atual; Acesso ao Crédito; Nível de Consumo; Perspectiva de Consumo e Momento para Duráveis. O índice vai de zero a 200 pontos, no qual abaixo de cem pontos é considerado insatisfatório, e acima de cem pontos, satisfatório. O objetivo da pesquisa é ser um indicador antecedente de vendas do comércio, tornando possível, a partir do ponto de vista dos consumidores e não por uso de modelos econométricos, ser uma ferramenta poderosa para o varejo, para os fabricantes, para as consultorias, assim como para as instituições financeiras.
 
ICC
O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) é apurado mensalmente pela FecomercioSP desde 1994. Os dados são coletados com aproximadamente 2,1 mil consumidores no município de São Paulo. O objetivo é identificar o sentimento dos consumidores levando em conta suas condições econômicas atuais e suas expectativas quanto à situação econômica futura. Esses dados são segmentados por nível de renda, sexo e idade. O ICC varia de zero (pessimismo total) a 200 (otimismo total). Sua composição, além do índice geral, se apresenta como: Índice das Condições Econômicas Atuais (ICEA) e Índice das Expectativas do Consumidor (IEC). Os dados da pesquisa servem como um balizador para decisões de investimento e para formação de estoques por parte dos varejistas, bem como para outros tipos de investimento das empresas.
 
Sobre a FecomercioSP
Reúne líderes empresariais, especialistas e consultores para fomentar o desenvolvimento do empreendedorismo. Em conjunto com o governo, mobiliza-se pela desburocratização e pela modernização, desenvolve soluções, elabora pesquisas e disponibiliza conteúdo prático sobre as questões que impactam a vida do empreendedor. Representa 1,8 milhão de empresários, que respondem por quase 10% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro e geram em torno de 10 milhões de empregos.

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Redação
JORNALISTA AIELLO – DRT 3895/SP Em Ribeirão – mais de 10 anos tocando em feridas que a velha mídia esconde.
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