Apenas as três vereadoras do PT (Duda Hidalgo, Perla Muller e Judeti Zilli) votaram contra; vereadores aprovam contas cheias de ressalvas, déficits e irregularidades recorrentes, enquanto a população continua sofrendo com creches lotadas, escolas sem professores e serviços precários
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Resumo Inicial Na primeira sessão ordinária de 2026, a Câmara Municipal de Ribeirão Preto aprovou por 16 votos a 3 as contas da Prefeitura referentes ao exercício de 2023, gestão Duarte Nogueira (PSD). O TCE-SP apontou crescimento desproporcional de despesas com pessoal, pendências não resolvidas em saúde da família, resíduos sólidos, escolas de tempo integral, operação educação e mais. Há déficit crônico de vagas na educação infantil, metas do IDEB não cumpridas, AVCB vencidos em escolas e problemas estruturais. Apesar das ressalvas graves e da nota “C” estagnada em planejamento, o Legislativo blindou o ex-prefeito. Corporativismo vence mais uma vez: a conta da ineficiência é paga pelo contribuinte.
O que o TCE-SP realmente disse – e o que a Câmara preferiu ignorar O parecer do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo foi claro e repleto de alertas:
- Crescimento de 10,64% na receita corrente líquida, mas despesas com pessoal subiram 21,51% – descontrole fiscal evidente.
- Pendências não sanadas em Estratégia Saúde da Família, Operação Educação, Resíduos Sólidos, Escolas de Tempo Integral e Organização Social na Saúde (todas de fiscalizações ordenadas de 2023).
- Necessidade de recompor prejuízos ao erário por abandono de obra por empresa contratada.
- Nota “C” mantida pelo terceiro ano consecutivo no planejamento de políticas públicas – sem avanço, sem correção de impropriedades.
- Falhas graves no PPA, LDO e LOA: programas sem coerência lógica, ausência de Relatório Anual de Avaliação, falta de diagnóstico prévio de problemas, não incorporação de planos setoriais obrigatórios (Educação, Saneamento, Resíduos, Contingência, TI).
- Ações com metas zeradas ou irrisórias, justificativas genéricas para descumprimento.
- Déficit reincidente de vagas em creches (afronta ao art. 208 da Constituição), não atingimento do IDEB, AVCB vencidos, problemas estruturais em escolas, falta de professores e irregularidades em transporte escolar.
O TCE ainda alertou: o município pode não atingir metas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU.
Votação revela o espírito de corpo da Casa 16 vereadores aprovaram o Projeto de Decreto Legislativo da Comissão de Finanças (relator Mateus Moreno – MDB). Contra: apenas as petistas Duda Hidalgo, Perla Muller e Judeti Zilli (Coletivo Popular). Ausentes na votação: Maurício Gasparini, Diácono Ramos (ambos União Brasil) e o presidente Isaac Antunes (PL).
O ex-prefeito Duarte Nogueira exerceu defesa, o TCE manteve parecer favorável com ressalvas – e a Câmara, fiel ao manual do corporativismo, carimbou aprovação sem questionar as falhas sistêmicas.
Gestão pública que aprova o errado e pune o cidadão Enquanto vereadores aprovam contas problemáticas, a realidade em Ribeirão Preto segue dura:
- Crianças sem vaga em creche.
- Escolas sem professores ou com estrutura precária.
- Saúde da família com pendências crônicas.
- Planejamento público estagnado na nota “C”.
Caps deficiente
Casa de repouso inexistentes
A aprovação ignora que o contribuinte financia uma máquina inchada (12.984 vagas totais, mas apenas 9.163 providas; 3.821 vagas ociosas; 1.066 temporários) e serviços que não entregam qualidade.
Câmara aprova por 16 a 3 contas de 2023 da Prefeitura de Ribeirão Preto apesar de pendências graves no TCE-SP: déficit em creches, saúde, educação e planejamento estagnado. Apenas PT votou contra. Corporativismo blinda ex-prefeito Duarte Nogueira.
Resumo Internacional (Inglês) Ribeirão Preto’s City Council approved, by a 16-3 vote, the 2023 municipal accounts under former mayor Duarte Nogueira (PSD), despite serious reservations from the State Court of Accounts (TCE-SP). Issues include uncontrolled personnel spending growth, unresolved failures in family health strategy, solid waste, full-time schools, persistent shortages in early childhood education, unachieved IDEB targets, expired fire safety certificates in schools, and stagnant “C” rating in public policy planning. Only PT councilwomen voted against, highlighting ongoing corporatism that shields political allies while citizens face subpar services.
Resumo Internacional (Italiano) Il Consiglio comunale di Ribeirão Preto ha approvato, con 16 voti contro 3, i conti comunali del 2023 sotto l’ex sindaco Duarte Nogueira (PSD), malgrado gravi rilievi del Tribunale dei Conti dello Stato di San Paolo (TCE-SP). Tra i problemi: crescita sproporzionata delle spese con il personale, pendenze irrisolte nella strategia di salute familiare, rifiuti solidi, scuole a tempo pieno, carenza cronica di posti nelle scuole dell’infanzia, mancato raggiungimento degli obiettivi IDEB, certificati antincendio scaduti nelle scuole e stagnazione della valutazione “C” nella pianificazione delle politiche pubbliche. Solo le consigliere del PT hanno votato contro, evidenziando il persistente corporativismo che protegge gli alleati politici mentre i cittadini subiscono servizi inadeguati.
Conclusão Aprovar contas che o próprio TCE classifica como problemáticas é desrespeito com o dinheiro público e com quem paga impostos esperando serviços decentes. A vida é curta demais para desperdiçar com politicagem que protege quem erra e pune quem precisa. Cuide da sua família, exija transparência, cobre responsabilidade e valorize o tempo investindo em quem realmente trabalha pelo bem comum. A esperança existe quando o povo para de aceitar conchavos e começa a exigir contas de verdade. Ribeirão merece mais – e muito melhor.
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