Os orelhões não eram apenas aparelho de comunicação, servindo como prestação de serviços e referencia para toda população, hoje são referencia de uma historia vivida que esta sendo apagada.
Adeus aos Orelhões: Ribeirão Preto Perde Mais um Pedaço de Sua História em 2026 🔥📞 339 aparelhos ainda resistiam nas ruas da cidade – mas o fim da era analógica chega sem piedade, apagando memórias de uma comunicação mais humana e acessível
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A retirada progressiva dos orelhões das ruas brasileiras, autorizada pela Anatel após o fim das concessões de telefonia fixa em 2025, marca o desaparecimento definitivo de um ícone da comunicação popular. Em Ribeirão Preto, onde 339 aparelhos (sendo 285 em funcionamento e 54 em manutenção, todos da Telefônica) ainda pontuavam a paisagem urbana em dezembro de 2025, a cidade assiste à remoção gradual de um símbolo que unia gerações e garantia acesso à comunicação para todos, especialmente os mais pobres.
O Fim de uma Obrigação que Durou Décadas
As concessionárias — Vivo (Telefônica), Oi, Claro, Algar e Sercomtel — deixaram de ter a obrigatoriedade de manter os telefones públicos a partir de janeiro de 2026. A Anatel, em vez de preservar esse serviço essencial em áreas urbanas, priorizou redirecionar recursos para banda larga e redes móveis. Resultado? Os orelhões só sobrevivem até 2028 em locais sem cobertura celular — uma exceção rara no Brasil de hoje.
Em Ribeirão Preto, os 339 orelhões remanescentes (dados Anatel de fim de 2025) serão desmontados aos poucos. Nenhum político local ou gestor público pareceu mover uma palha para discutir preservação ou alternativas que mantivessem esse patrimônio social vivo.
Por Que os Orelhões Eram Mais que Aparelhos
Antes da avalanche de smartphones e WhatsApp, o orelhão era democrático por excelência:
- Qualquer um usava, com ficha ou cartão, sem distinção de classe.
- Salva-vidas em emergências: acidentes, assaltos, problemas de saúde.
- Ponto de referência nas ruas: “Me encontra no orelhão da praça”.
- Comunicação intencional: ligações curtas, pensadas, valorizadas.
Era o Brasil real, onde o pobre não ficava isolado por falta de crédito no celular. Hoje, a narrativa oficial celebra a “evolução tecnológica”, mas esquece que milhões dependiam desse serviço básico para se conectar com família, trabalho ou socorro.
A Perda que Vai Além da Tecnologia
Parte da nossa história está sendo retirada dos olhos dos mais jovens. Os orelhões não eram apenas ferro e plástico: representavam um tempo em que a comunicação era necessidade, não distração infinita. Eles uniam, davam segurança e lembravam que tecnologia deve servir ao povo — não descartá-lo quando convém às grandes empresas.
Em Ribeirão Preto, cidade de tradições fortes e memória viva, ver esses aparelhos sumirem das calçadas é mais um sinal de que o progresso, quando mal gerido, apaga o que realmente importava para as pessoas comuns.
Quantos orelhões ainda existem em Ribeirão Preto?
Conforme o levantamento divulgado pela Anatel, em dezembro do ano passado, Ribeirão Preto ainda possuía 339 aparelhos espalhados pela cidade.
Do total de orelhões no município, 54 estavam manutenção e 285 em funcionamento. Todos os equipamentos são de responsabilidade da Telefônica.
A importância dos orelhões antes da era dos celulares
Antes dos celulares existirem, o orelhão era muito mais do que um telefone público. Ele era um elo vital de comunicação, presente nas ruas, praças, rodoviárias, hospitais e bairros inteiros do Brasil.
Para milhões de pessoas, o orelhão era o único meio de fazer uma ligação.

Um tempo sem celular, internet ou WhatsApp
Hoje parece difícil imaginar, mas houve um tempo em que:
- Não existia celular
- Não existia internet
- Não existia mensagem instantânea
Se alguém precisasse avisar um atraso, pedir ajuda, falar com a família ou resolver uma emergência, era o orelhão que salvava.
Comunicação democrática
O orelhão tinha um papel social muito forte:
- Qualquer pessoa podia usar
- Bastava ter uma ficha ou cartão
- Não importava renda, idade ou profissão
Ele garantia o direito básico à comunicação, principalmente para quem não podia pagar uma linha telefônica residencial, que era cara e demorada para instalar.
Essencial em emergências
Em situações críticas, o orelhão era decisivo:
- Acidentes
- Problemas de saúde
- Quebra de carro
- Pessoas perdidas
Muitas vidas foram salvas porque alguém conseguiu ligar para a polícia, bombeiros ou ambulância usando um telefone público.
Ponto de referência nas cidades
O orelhão também virou parte da paisagem urbana:
- Servia como ponto de encontro
- Ajudava na orientação (“perto do orelhão da esquina”)
- Era usado como referência em endereços
Além disso, fazia parte da memória afetiva das cidades e das pessoas.
Orelhão e relações humanas
As ligações eram mais curtas, objetivas e valorizadas.
Quem ligava:
- Pensava no que ia dizer
- Falava rápido
- Dava mais valor à conversa
Não havia excesso de mensagens. A comunicação era mais consciente.
O declínio com a chegada dos celulares
Com a popularização do celular, o uso dos orelhões caiu rapidamente. Aos poucos:
- Foram abandonados
- Viraram sucata
- Muitos desapareceram das ruas
Mas isso não apaga sua importância histórica.
Um símbolo de uma era
O orelhão representa:
- Um tempo mais simples
- Uma tecnologia que uniu pessoas
- Um Brasil que se comunicava de outra forma
Ele não era apenas um telefone.
Era acesso, necessidade, segurança e conexão humana.
Conclusão
Antes dos celulares, os orelhões foram fundamentais para o funcionamento da sociedade. Eles garantiram comunicação, salvaram vidas e marcaram gerações.
Hoje, mesmo quase extintos, continuam sendo um símbolo importante da história da comunicação no Brasil — lembrando que tecnologia não é só inovação, mas também serviço às pessoas.
Adeus aos orelhões em Ribeirão Preto: 339 aparelhos sendo retirados em 2026 após fim das concessões. Entenda a importância histórica desses telefones públicos e por que sua perda afeta a memória da cidade.
English summary: The iconic payphones, known as “orelhões,” are being permanently removed from Brazilian streets starting in 2026, following the end of fixed telephony concessions. In Ribeirão Preto, 339 units remained as of late 2025, symbolizing a simpler era of accessible communication that once saved lives and connected the less privileged. Their demise marks the erasure of a key piece of national history.
Riassunto in italiano: Addio agli storici “orelhões”: i telefoni pubblici vengono rimossi dalle strade brasiliane dal 2026, dopo la fine delle concessioni di telefonia fissa. A Ribeirão Preto resistevano ancora 339 apparecchi fino alla fine del 2025, emblema di un’epoca di comunicazione democratica e umana ormai perduta per sempre.
Che a tecnologia avance, mas que nunca nos esqueçamos do valor do tempo: tempo de conversar de verdade, de valorizar quem está perto, de cuidar da família e da saúde com presença real. Em um mundo acelerado, preservar memórias como os orelhões nos lembra que o essencial é a conexão humana — e que a esperança vive naqueles que ainda lutam para não deixar o passado ser apagado. Valorize sua família, sua saúde e o tempo que Deus te dá: ele não volta.
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