🚑 Manobra de Marketing ou Solução Real? Prefeitura tenta desafogar o SAMU com nova frota após anos de caos na saúde

Com UPAs superlotadas e ambulâncias retidas, gestão Ricardo Silva lança serviço de transferência inter-hospitalar para tentar limpar a imagem da Saúde em Ribeirão Preto.

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Com UPAs superlotadas e ambulâncias retidas, gestão Ricardo Silva lança serviço de transferência inter-hospitalar para tentar limpar a imagem da Saúde em Ribeirão Preto.

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Resumo: A Prefeitura de Ribeirão Preto anunciou uma frota exclusiva de seis ambulâncias para transferências entre unidades de saúde. A medida visa liberar as viaturas do SAMU para urgências nas ruas e reduzir a espera agonizante dos pacientes que aguardam leitos nas UPAs da cidade.


A saúde pública de Ribeirão Preto, que há tempos caminha na corda bamba entre a negligência e a falta de estrutura, ganha um novo capítulo. Nesta quinta-feira (12), a gestão municipal, via Secretaria da Saúde e Fundação Santa Lydia, inaugurou um serviço de transporte inter-hospitalar. A promessa é audaciosa: tirar das costas do SAMU a responsabilidade de carregar pacientes de um lado para o outro entre UPAs e hospitais, deixando as viaturas de socorro livres para o que realmente importa — as emergências nas ruas.

É o tipo de medida que chega com atraso, após anos de reclamações de pacientes “presos” em macas de UPAs esperando uma transferência que nunca vinha porque não havia ambulância disponível. Agora, com seis novos veículos e uma equipe de 73 contratados pela Fundação Santa Lydia, o governo tenta reorganizar o fluxo que ele mesmo permitiu colapsar.

📉 O Fim do “Desvio de Função” do SAMU?

Até ontem, o cenário era crítico: três ambulâncias do SAMU eram desperdiçadas em cerca de 1.150 deslocamentos mensais apenas para transferências internas. Enquanto isso, o cidadão infartando ou acidentado na avenida esperava preciosos minutos porque a viatura estava ocupada fazendo o papel de “táxi hospitalar”.

Com a nova estrutura:

  • 6 Ambulâncias exclusivas para transferências (uma de suporte avançado).
  • 17 Ambulâncias do SAMU agora ficam 100% dedicadas ao atendimento de rua.
  • 73 Profissionais contratados para operar o novo sistema.

Embora o secretário Mauricio Godinho chame isso de “avanço técnico”, para quem vive o dia a dia das UPAs de Ribeirão, a sensação é de que a prefeitura está apenas tentando apagar o incêndio que ela mesma alimentou ao não investir em logística básica nos últimos anos.

🏥 A Realidade das UPAs: Menos Espera ou Apenas Mais Movimento?

O discurso oficial foca na redução do tempo de permanência nas UPAs. De fato, a regulação continuará sob o guarda-chuva do SAMU, mas a execução será da Santa Lydia. O problema é que ambulância não cria leito hospitalar. De nada adianta ter uma frota brilhando no pátio se, na ponta final, os hospitais continuarem sem vagas para receber os pacientes que saem das UPAs Leste, Norte e Oeste.

A reforma do prédio que abriga o serviço e a capacitação das equipes são passos necessários, mas o portal Em Ribeirão seguirá cobrando: essa frota vai realmente rodar ou vai virar enfeite em ano eleitoral? A integração com a rede municipal precisa ser orgânica, e não apenas uma peça de propaganda para tentar suavizar as críticas severas que a gestão Ricardo Silva acumula na área da saúde.


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Ribeirão Preto cria frota exclusiva para transferências hospitalares. Entenda como o novo serviço afeta o atendimento do SAMU e se isso realmente resolve o caos nas UPAs da cidade.


🌍 International Summary

English Version: Ribeirão Preto has launched a dedicated fleet of six ambulances specifically for inter-hospital transfers. Previously, SAMU (the local EMS) handled these tasks, delaying emergency responses on the streets. Now, 17 SAMU units are exclusively available for urgent calls, while the new fleet manages the UPA-to-hospital flow. While technically sound, critics question if this will solve the underlying shortage of hospital beds in the city.

Versione Italiana: La città di Ribeirão Preto ha inaugurato una flotta esclusiva di sei ambulanze per il trasferimento tra ospedali. L’obiettivo è liberare il servizio SAMU (118 locale) per le emergenze stradali. Sebbene la misura migliori la logistica, resta il dubbio sulla reale capacità degli ospedali di accogliere i pazienti, dato che le ambulanze non creano nuovi posti letto in una rete sanitaria spesso al limite.


🌟 Reflexão Final

Saúde não se faz apenas com veículos, mas com respeito à dignidade humana. Que cada minuto economizado nessa nova logística represente uma vida salva e uma família menos angustiada. O valor do tempo na saúde é a diferença entre o luto e o alívio. Que a esperança de dias melhores para Ribeirão não seja apenas uma promessa de gabinete, mas uma realidade nas portas das nossas UPAs.

JORNALISTA AIELLO – DRT 3895/SP Em Ribeirão – mais de 10 anos tocando em feridas que a velha mídia esconde.

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