O Espetáculo Meu Nome Mamãe chega a Ribeirão Preto no dia 24 de fevereiro trazendo ao palco uma reflexão profunda sobre Alzheimer, envelhecimento e vínculos familiares. A montagem é protagonizada por Aury Porto e tem entrada gratuita no Sesc.
- Reflexão sobre envelhecimento no Brasil
- Apresentação no Sesc Ribeirão Preto e em Piracicaba
- Peça aborda Alzheimer de forma sensível e humana
- Entrada gratuita com retirada antecipada
🎭 Espetáculo Meu Nome Mamãe chega ao Sesc Ribeirão Preto
O teatro como território de escuta, presença e elaboração ganha densidade no Espetáculo Meu Nome Mamãe, solo do ator e diretor Aury Porto, que se apresenta no SESC de Ribeirão Preto no dia 24 de fevereiro de 2026.
A montagem integra circulação por oito cidades do interior paulista e é produção da mundana companhia, realizada por meio do ProAC, programa da Governo do Estado de São Paulo, via Secretaria da Cultura.
No palco, a experiência real do ator com a própria mãe, diagnosticada com Alzheimer há quase duas décadas, se transforma em dramaturgia. Não é palestra. Não é discurso técnico. É arte viva.
São duas personagens: Filho e Mãe. Elas se alternam em cena num jogo delicado de máscaras, memórias fragmentadas e imagens que brotam do inconsciente.
Segundo dados nacionais, cerca de 1,2 milhão de brasileiros convivem com Alzheimer, com aproximadamente 100 mil novos casos por ano. A peça não foge da gravidade do tema. Mas também não transforma a doença em sentença de apagamento.
Transforma em presença.
🎬 Autoficção, teatro do real e memória
Sob direção de Janaina Leite, a montagem mergulha no chamado “teatro do real”, onde vida e cena se misturam.
A dramaturgia, assinada por Claudia Barral, constrói um mosaico de relatos pessoais, fragmentos de diálogos e situações cotidianas tocadas pela condição do Alzheimer.
Visualmente, a estética remete ao sertão nordestino. Tecidos crus, objetos simples, referências ao Cariri cearense. A trilha sonora original de DiPa amplia a dimensão afetiva.
O resultado é uma experiência que não infantiliza a velhice, não trata o idoso como peso social e não transforma a doença em tabu silencioso.
Em um país que envelhece rapidamente, o tema deixa de ser apenas íntimo. Torna-se estrutural.
📍 Impacto cultural em Ribeirão Preto
Ribeirão Preto não é apenas polo econômico do interior. É também espaço de circulação cultural relevante.
A chegada do Espetáculo Meu Nome Mamãe reforça o papel do TEATRO como ferramenta de reflexão social na cidade.
Em tempos em que políticas públicas frequentemente falham em planejar o envelhecimento da população, iniciativas culturais que estimulam debate responsável sobre velhice e família são necessárias.
O interior paulista também envelhece. E precisa discutir o tema com maturidade.
📌 Serviço
Espetáculo “Meu Nome: Mamãe”
📅 24 de fevereiro de 2026
🕓 16h e 19h30
📍 Auditório Sesc Ribeirão Preto
Rua Tibiriçá, 50 – Centro
🎟 Entrada gratuita (retirada com 1h de antecedência)
A sessão das 19h30 contará com interpretação em Libras e conversa com a equipe após a apresentação.
📅 25 de fevereiro de 2026
🕓 14h e 20h
📍 Teatro Sesc Piracicaba
Rua Ipiranga, 155 – Centro
Classificação indicativa: 12 anos
Entrada gratuita.
English Summary
The solo play “Meu Nome: Mamãe” arrives in Ribeirão Preto offering a deeply personal reflection on Alzheimer’s disease and aging. Actor Aury Porto transforms his real-life experience with his mother into a powerful theatrical narrative. The performance invites audiences to rethink memory, presence, and human dignity in an aging society.
Riassunto in Italiano
Lo spettacolo “Meu Nome: Mamãe” arriva a Ribeirão Preto con una riflessione intensa sull’Alzheimer e sull’invecchiamento. L’attore Aury Porto porta in scena la propria esperienza familiare, trasformando il dolore in arte. Una proposta culturale che invita a guardare la vecchiaia non come perdita, ma come presenza e legame.
🌟 Para Pensar
O Brasil está envelhecendo.
A pergunta não é se vamos lidar com isso. A pergunta é como.
Com indiferença?
Com abandono?
Ou com presença, responsabilidade e amor?
A família continua sendo o primeiro espaço de cuidado. O teatro apenas nos lembra disso.
Que nunca nos falte memória para lembrar de quem nos ensinou a viver.

