Mulher tenta entrar na Penitenciária de Ribeirão Preto com 52g de maconha e ecstasy no ânus – mais uma vítima da “sociedade” pega no flagra tentando abastecer o crime dentro da cadeia

Caso expõe falha de segurança e hipocrisia de quem romantiza o criminoso: detida em flagrante no último domingo (25), mulher de 33 anos confessou o tráfico durante revista corporal

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Caso expõe falha de segurança e hipocrisia de quem romantiza o criminoso: detida em flagrante no último domingo (25), mulher de 33 anos confessou o tráfico durante revista corporal

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Ribeirão Preto voltou a registrar mais um episódio que escancara a podridão instalada no sistema prisional brasileiro – e, de quebra, a narrativa esfarrapada de que todo bandido é “vítima da sociedade”. No último domingo (25), uma mulher de 33 anos foi flagrada tentando ingressar na Penitenciária Dr. Antonio Carlos de Camargo Mayrink Veiga, na Rodovia Abraão Assed (SP-322), com 52 gramas de maconha e seis comprimidos semelhantes a ecstasy escondidos no ânus.

A cena se repetiu como em tantos outros finais de semana: a visitante apresentou-se para cumprir o horário de visita, passou pelo scanner corporal de rotina e o equipamento acusou presença de corpo estranho na região anal. Questionada pelos agentes penitenciários, a mulher não teve saída: confessou que carregava entorpecentes.

Levada ao banheiro sob supervisão, realizou a retirada do material ilícito na presença de servidoras. O resultado da “operação”: 52 g de maconha e seis comprimidos que, segundo a perícia preliminar, se assemelham a ecstasy (MDMA). Todo o entorpecente foi apreendido e será submetido a exame toxicológico para confirmação da natureza e pureza das substâncias.

Tráfico de drogas dentro do presídio: prática recorrente e impunidade que estimula

Após o flagrante, a mulher de 33 anos foi presa em flagrante delito pelo crime de tráfico de entorpecentes (art. 33 da Lei 11.343/2006) e encaminhada à Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Ribeirão Preto para lavratura do auto de prisão em flagrante e posterior apresentação ao plantão judiciário.

Casos como esse não são novidade nas unidades prisionais de Ribeirão. Mães, companheiras, irmãs e até “amigas” se arriscam semanalmente transportando drogas em cavidades corporais, em malas de fundo falso ou em embalagens ingeridas – tudo para manter o abastecimento do tráfico organizado dentro das celas. O resultado é sempre o mesmo: presídios transformados em verdadeiros quartéis-generais do crime, com facções ditando regras, comandando homicídios e controlando o comércio interno de entorpecentes.

Enquanto uma parcela da imprensa e de ONGs insiste em culpar “a sociedade”, “a pobreza” ou “a falta de oportunidades” por esses atos, a realidade nua e crua mostra outra coisa: escolha consciente de praticar crime grave, sabendo dos riscos e das consequências.

Segurança reforçada x falhas estruturais: o que a gestão pública precisa responder

A presença do scanner corporal evitou que mais uma carga de drogas entrasse na unidade – ponto positivo para a tecnologia. Mas o episódio expõe, mais uma vez, a fragilidade do sistema: quantas vezes o equipamento falhou? Quantas visitas entram sem revista íntima adequada por falta de estrutura ou pessoal? E o que a Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) e a administração local têm feito para coibir de forma definitiva esse tipo de conduta?

Ribeirão Preto, que já sofre com a superlotação carcerária e o avanço do crime organizado, não pode continuar assistindo passivamente enquanto o tráfico se retroalimenta dentro das próprias cadeias.

Resumo Internacional

English (US style): A 33-year-old woman was caught red-handed Sunday (25) trying to smuggle 52 grams of marijuana and six ecstasy-like pills into Ribeirão Preto’s state prison by hiding them in her anus. Detected by body scanner during a routine visit, she confessed and removed the drugs under supervision. Arrested for drug trafficking, the case highlights ongoing challenges in Brazilian prison security and the persistent internal narcotics supply.

Italiano (estilo europeu): Domenica 25 una donna di 33 anni è stata sorpresa mentre tentava di introdurre 52 grammi di marijuana e sei compresse simili all’ecstasy nel carcere di Ribeirão Preto, nascoste nell’ano. Il rilevatore corporeo ha segnalato l’anomalia durante la visita; la donna ha confessato e ha estratto il materiale sotto sorveglianza. Arrestata per traffico di stupefacenti, l’episodio mette in luce le difficoltà persistenti nella sicurezza carceraria brasiliana.

Que este caso sirva de alerta: crime não é destino, é escolha. Quem opta pelo caminho errado não merece romantização, merece responsabilização. Que as famílias de Ribeirão continuem firmes na defesa da ordem, da lei e da proteção aos que querem viver em paz. Saúde, família unida e consciência limpa valem muito mais que qualquer “facilidade” vinda do crime. O tempo de cada um é curto – que seja usado para construir, não para destruir.

JORNALISTA AIELLO – DRT 3895/SP Em Ribeirão – mais de 10 anos tocando em feridas que a velha mídia esconde. Quer denunciar, sugerir pauta ou falar com nossa redação? Apenas mensagens de texto. 👉 https://wa.me/5516988279320