Vereadores de Ribeirão Preto: Circo Cultural Enquanto o Pão, a Saúde e o Emprego São Esquecidos – Onde Está a Prioridade Real?

Projeto de Lei cria "Parque Cultural" em área já existente, mas UBSs lotadas, UPAs com demora insuportável e falta de incentivo a empresas seguem no limbo. O Legislativo perde tempo com ações eleitoreiras em vez de cobrar soluções urgentes para a população que sofre.

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Projeto de Lei cria “Parque Cultural” em área já existente, mas UBSs lotadas, UPAs com demora insuportável e falta de incentivo a empresas seguem no limbo. O Legislativo perde tempo com ações eleitoreiras em vez de cobrar soluções urgentes para a população que sofre.

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Resumo Inicial Vereadores de Ribeirão Preto priorizam Projeto de Lei para “Parque Cultural Municipal da Vila Tecnológica” enquanto saúde pública enfrenta caos com demora em agendamentos nas UBSs, longas filas em UPAs e falta de estrutura para pré-internação. Emprego mostra sinais de desaceleração apesar de taxas baixas, mas falta incentivo real a novas empresas e turismo de negócios. A Câmara ignora demandas urgentes em favor de iniciativas de fachada eleitoreira.

Vereadores Ribeirão Preto aprovam circo cultural enquanto saúde em caos (demora UBS UPAs) e emprego declina: prioridade zero para problemas reais da população. Crítica ao PL 11/2026 de Igor Oliveira

O Circo do Parque Cultural Enquanto a Cidade Sofre Mais um projeto de fachada: o vereador Igor Oliveira (MDB) apresentou em 16 de janeiro o Projeto de Lei nº 11/2026, que propõe criar o Parque Cultural Municipal da Vila Tecnológica, na rua Américo Bíscaro, bairro Alexandre Balbo.

O texto fala bonito: ampliar acesso a atividades culturais, artísticas, educativas, esportivas e de lazer; incentivar manifestações locais; revitalizar espaço público; fomentar economia criativa e turismo cultural. O local ganharia áreas para apresentações, exposições, feiras e oficinas.

Mas atenção: o espaço já existe. O projeto não cria novos órgãos nem gasta dinheiro extra, segundo o próprio vereador – apenas “estabelece diretriz de política pública”. Traduzindo: é uma lei de efeito simbólico, perfeita para placa de inauguração e foto de campanha, mas sem impacto imediato na vida real dos ribeirão-pretanos.

Saúde em Colapso: Demora nas UBSs, UPAs Caóticas e Falta de Estrutura Enquanto vereadores discutem parque cultural, a população enfrenta o inferno na saúde pública:

  • Demora absurda para agendar consultas nas UBSs e USFs – pacientes relatam horas no telefone 0800 888 7812 (número unificado desde novembro/2025) sem sucesso, comprometendo tratamentos em andamento.
  • Longas filas e falta de estrutura em UPAs, como São José, Oeste e outras unidades: relatos diários de espera desde a manhã, demora na transferência para hospitais e até falta de médicos suficientes.
  • Ausência de local adequado para pré-internação em várias UPAs, forçando pacientes a sofrerem em corredores ou retornarem para casa sem resolução.

A gestão promete novas UPAs e reformas, mas a lentidão nas licitações (como a da UPA Central, com empresas inabilitadas em 2026) expõe a ineficiência. Saúde é prioridade constitucional, mas na Câmara vira coadjuvante.

Emprego em Declínio e Falta de Incentivo a Novos Negócios O desemprego em Ribeirão Preto está baixo (entre 4% e 6,8% em dados recentes), mas o ritmo de criação de vagas desacelera: setembro/2025 gerou apenas 720 postos, menos que anos anteriores. Há sinais de fragilidade estrutural, com risco de recessão técnica nacional impactando a cidade.

Pior: zero incentivo real para novas empresas se instalarem ou expandirem. O turismo de negócios – que poderia gerar milhares de empregos – é ignorado. Eventos corporativos, feiras e congressos poderiam aquecer a economia, mas vereadores preferem “parques culturais” em vez de cobrar desburocratização, incentivos fiscais e parcerias público-privadas.

Outras Prioridades Esquecidas pela Câmara

  • Falta de médicos e exames essenciais em tempo hábil.
  • Ausência de políticas agressivas para atrair indústrias e qualificação profissional.
  • Negligência com infraestrutura que impacta diretamente emprego e qualidade de vida.

O orçamento municipal para 2026 é de R$ 5,4 bilhões, com saúde recebendo R$ 1,08 bilhão (acima do mínimo), mas execução lenta e foco em propaganda deixam o povo na mão.

Resumo Internacional (English) In Ribeirão Preto, Brazil, city councilors push a symbolic “Cultural Park” bill while ignoring real crises: chaotic public health services with long waits at UBS clinics and UPAs, delayed appointments, and insufficient pre-hospitalization facilities. Employment growth slows despite low unemployment rates, with no incentives for new businesses or business tourism. The legislature prioritizes electoral stunts over urgent demands.

Resumo Internacional (Italiano) A Ribeirão Preto, in Brasile, i consiglieri comunali promuovono un progetto di legge per un “Parco Culturale” simbolico, ignorando il caos nella sanità pubblica: attese lunghissime nelle UBS e UPAs, difficoltà di prenotazione visite e mancanza di spazi per pre-ospedalizzazione. L’occupazione rallenta nonostante tassi bassi di disoccupazione, senza incentivi per nuove imprese o turismo congressuale. Il legislativo privilegia azioni elettorali anziché soluzioni concrete.

Conclusão Motivacional Ribeirão Preto merece mais do que parques de fachada e promessas vazias. A vida é feita de prioridades reais: saúde que funciona, emprego digno, família amparada e tempo bem vivido. Não desista de cobrar – denuncie, vote com consciência e cuide da sua saúde física e mental. O tempo passa rápido, mas a luta por uma cidade melhor nunca para. Mantenha a esperança firme: o povo unido força mudanças que os políticos fingem ignorar.

JORNALISTA AIELLO – DRT 3895/SP Em Ribeirão – mais de 10 anos tocando em feridas que a velha mídia esconde. Quer denunciar, sugerir pauta ou falar com nossa redação? Apenas mensagens de texto. 👉 https://wa.me/5516988279320