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Vacinados representam a maioria das mortes por covid nos EUA

Números de agosto mostram que mais pessoas vacinadas morreram do que as não vacinadas

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Números de agosto mostram que mais pessoas vacinadas morreram do que as não vacinadas

Pela primeira vez, a maioria dos americanos morrendo de covid-19 recebeu pelo menos as doses iniciais da vacina. Isso foi o que revelou uma análise feita por Cynthia Cox, vice-presidente da Kaiser Family Foundation, para o boletim Health 202 do The Washington Post.

De acordo com os dados publicados na quarta-feira 23, 58% das mortes por covid em agosto foram de pessoas vacinadas com as doses iniciais ou mesmo com as doses de reforço. Segundo o estudo, trata-se da continuação de uma tendência que surgiu no ano passado.

À medida que as taxas de vacinação aumentaram e novas variantes apareceram, a proporção de mortes de pessoas vacinadas aumentou constantemente. Em setembro de 2021, as pessoas vacinadas representavam apenas 23% das mortes por coronavírus. Em janeiro e fevereiro deste ano, subiu para 42%.

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A autora do estudo afirmou que “não podemos mais dizer que esta é uma pandemia dos não vacinados”.

Nos Estados Unidos, os órgãos de saúde têm recomendado que as pessoas se mantenham com a vacina em dia, recebendo regularmente as doses de reforço, conforme previsto no calendário oficial.

O consultor de saúde pública da Casa Branca, Anthony Fauci, que deve se aposentar no próximo mês, pediu na quarta-feira 23, em seu provável último comunicado de imprensa, que as pessoas se vacinem. “Para sua própria segurança e de sua família, receba sua vacina covid-19 atualizada assim que for elegível.”.

Cynthia Cox, como muitos especialistas, diz que não está surpresa com a mudança na proporção. Há algumas razões, de acordo com a autora do estudo:

  • Neste ponto da pandemia, a maioria dos americanos recebeu pelo menos sua série primária de vacinas contra a covid. Portanto, faz sentido que as pessoas vacinadas representem uma parcela maior das mortes.
  • Indivíduos com maior risco de morrer de infecção por coronavírus, como idosos, também têm maior probabilidade de receber as vacinas.
  • As vacinas perdem eficiência contra o vírus ao longo do tempo e surgem variantes que são mais capazes de resistir às vacinas.
  • A subvariante BA.5 ômicron tornou-se dominante em julho e consistentemente foi responsável pela maioria das novas infecções por coronavírus nos Estados Unidos até o início deste mês. A cepa altamente transmissível alimentou uma onda de novas infecções, reinfecções e hospitalizações durante o verão.

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Redação
JORNALISTA AIELLO – DRT 3895/SP Em Ribeirão – mais de 10 anos tocando em feridas que a velha mídia esconde.
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