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Peste negra volta assustar o mundo

Estima-se que a Peste Negra tenha matado até 60% da população da Europa. Só estamos no inicio do segundo semestre de 2020

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Autoridades de saúde registram 31 casos em humanos até esse início de julho e trabalham com contenção da doença.

Apesar do isolamento imposto na região de Khovd, na Mongólia, após o registro de dois casos de peste bubônica, esta anos, é o Congo que tem mais sofrido com a doença no mundo.

Até o último boletim emitido pela Sociedade Internacional de Doenças Infecciosas, a ProMed, na semana passada, um total de 29 casos foram confirmados no país, que já registra 6 mortos até então.

Os casos todos foram verificados na região de Djugu e se espalhou para um total de 10 vilas. Os auxílios de saúde internacionais alegam que o controle e verificação real da doença é prejudicado pela presença de milícias na área, que impedem a locomoção livre de profissionais.

Diversas mortes de ratos nas redondezas dos locais onde a doença foi confirmada indicam que, sem intervenções, a situação de disseminação da doença pode piorar em breve.

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Apesar da crença coletiva que o mundo se livrou da peste bubônica, também conhecida como peste negra por ser capaz de matar dentro de 24h, autoridades de saúde vêm lidando com a doença ano após ano com protocolos de isolamento e tratamento rápidos, como o registrado essa semana na Mongólia, onde dois casos foram confirmados. Cerca de 500 pessoas da região de Khovd foram isoladas desde a última quarta-feira (1/7). Como a mais recente, as últimas ocorrências estão associadas ao consumo indevido de carne de marmota. As últimas mortes pela doença no país foram registradas em 2019 e 2009, segundo arquivos da ProMed.

Registros no “primeiro mundo”

Mesmo em países desenvolvidos como os Estados Unidos, a doença ainda se manifesta. O contágio é raro e sempre se dá pela interação com animais. De acordo com a ABCNews, desde o ano 200, o CDC, órgão de controle de doenças em território norte-americano, registrou uma sequência de um a 17 casos por ano da peste negra. Ainda segundo o veículo, o último caso de contágio humano foi de uma criança no estado de Idaho, em 2018.

Diferentemente do que foi registrado na Idade Média, quando a peste dizimou cerca de 50 milhões de vidas, a doença atualmente é controlada e uma nova epidemia é completamente improvável.

Entre 2010 e 2015, segundo a própria Organização Mundial de Saúde, foram registrados 3.248 casos da doença, com 584 mortes confirmadas.

A doença ainda é considerada endêmica no Congo, Madagascar e no Peru, sempre associada a manipulação ou interações com animais, especialmente roedores – em outras palavras, não há motivos para preocupação excessiva em nível global.

A Peste Negra, também conhecida como Peste Bubónica, Grande Peste, Peste ou Praga, foi a pandemia mais devastadora registada na história humana, tendo resultado na morte de 200 milhões de pessoas na Eurásia, atingindo o pico na Europa entre os anos de 1347 e 1351.

Estima-se que a Peste Negra tenha matado até 60% da população da Europa.

No total, a praga pode ter reduzido a população mundial de 475 milhões para 350 milhões no século XIV.

A população da Europa demorou cerca de 200 anos a recuperar o nível anterior e algumas regiões (como Florença) recuperaram apenas no século XIX.
A praga retornou várias vezes como surtos até ao início do século XX.

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Redação
JORNALISTA AIELLO – DRT 3895/SP Em Ribeirão – mais de 10 anos tocando em feridas que a velha mídia esconde.
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