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Após debate sobre violência nas Unidades de Saúde de Ribeirão Preto, secretário de Saúde avalia implantar Programa Acesso Mais Seguro na cidade

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Na noite de ontem, dia 29, foi realizado em Ribeirão Preto o debate Violência em unidades de saúde e outros estabelecimentos públicos: como podemos enfrentá-la?, que contou com especialistas para discutir e propor soluções aos problemas de violência enfrentados pelas unidades de saúde do município, só este ano foram sete assaltos. O secretário de Saúde, Sandro Scarpelini, esteve presente no evento e assinalou que poderá adotar no município o Programa Acesso Mais Seguro da Cruz Vermelha, apresentado por uma das palestrantes.

O evento foi organizado pelo Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp), em parceria com o Centro Brasileiro de Estudos de Saúde (Cebes) e com Conselho Regional de Psicologia de Ribeirão Preto (CRP), além de ter o apoio do Núcleo Regional de Medicina de Família e Comunidade de Ribeirão Preto.

Débora Silva Teixeira, membro do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (entidade que elaborou o Programa Acesso Mais Seguro nas unidades de saúde do Rio de Janeiro), foi palestrante no encontro e relatou sua experiência com o programa, que conta com ferramentas como oficinas de acesso, cartilha, grupos de suporte, sistema de notificações e sala de situação (onde representantes da secretaria de Saúde discutem com líderes regionais dados e estratégias).

O Programa, também já implantado em Florianópolis, ajuda os profissionais da saúde a lidarem com a violência ao redor do seu local de trabalho com classificação de risco, sendo verde representando risco leve (permite visita domiciliar aos pacientes), amarelo risco moderado (mantém o trabalho apenas interno) e vermelho risco grave (sugere o fechamento da unidade).

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Para Genival Torres Dantas, defensor público que atua na área de segurança em equipamentos públicos, também palestrante no evento, aumentar o número de policiais nas unidades de saúde não é a solução, além de não ser viável. “É preciso se pensar em uma polícia comunitária (abrangendo civil, militar e guarda civil metropolitana) que conheça a o dia a dia do bairro, ajudando a integrar a segurança com a população”, explica. Dantas também avalia que é preciso que se dê atenção à estrutura dos postos de saúde com ações preventivas, como boa iluminação aos arredores e troca de vidros quebrados.

O palestrante pelo CRP, Adriano Gosuen, reforçou a ideia de que é preciso engajar a população para que esteja envolvida com a área de saúde do município e que participe de ações para melhorar as unidades de saúde.  “Qualquer aparelho social funcionará com a proximidade da comunidade”.

A diretora do Simesp na Regional de Ribeirão Preto, Helena Lugão, que também é médica na Unidade Básica de Saúde (UBS) Ipiranga, que foi assaltada em dezembro de 2016, explicou que o sindicato está mobilizado, realizando assembleias com propostas de protocolo de acolhimento e fluxo dos pacientes e funcionários, ressaltando que a ideia não é restringir o acesso da população às unidades.

Adesão ao Programa Acesso Mais Seguro

Na manhã de hoje, dia 30, houve uma reunião entre o Simesp, representantes da secretaria de Saúde, membro do Comitê Internacional da Cruz Vermelha e médicos de unidades de saúde do município para debater a implantação do Programa Acesso Mais Seguro da Cruz Vermelha em Ribeirão Preto. A próxima reunião está marcada para o dia 17 de abril.

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