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VOTAÇÃO DA UNESCO CONTRA ISRAEL IGNORA A HISTÓRIA DE JERUSALÉM

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Recentemente, uma votação realizada pela UNESCO trouxe de volta um tema de extrema importância para Israel, os judeus, os cristãos e os muçulmanos, e que envolve todo o mundo. Em uma reunião em Paris, a Organização das Nações Unidos para a Educação, Ciência e Cultura votou uma resolução contra a soberania de Israel sobre a cidade de Jerusalém. Na ocasião, o Brasil foi uns dos 22 países que votaram a favor desta resolução.  Essa atitude, de questionar e enfraquecer a autoridade do Estado judeu, com um texto que indica que não existem direitos legais e históricos, ignora fatos da história da nação que são irrefutáveis, que precisam ser levados em consideração quando se conversa sobre o assunto.

Quando se observa as escrituras sagradas, se nota que a Bíblia judaica, ou seja, o velho testamento, cita Jerusalém 667 vezes, enquanto no Alcorão ela não é mencionada uma única vez. Ainda no campo literário, o Talmud, os textos rabínicos do Midrash e as composições dos livros de orações judaicas, que foram produzidas a partir do século II e III, mostram milhares de fontes que a cidade apareceu na história pelo judaísmo. Para completar e trazer luz à questão, o professor Nissim Dana, especialista em assuntos ligados ao Islã e ao Oriente Médio, da faculdade israelense​ Ariel, escreve em seu livro que o Corão cita pelo menos 10 vezes que a terra da antiga palestina, pertence ao povo israelita. Mas em nenhum momento diz que aquele território pertence ao povo árabe, muçulmano e, ​ muito menos, ​ao povo palestino.

Geralmente, perguntam o motivo da Bíblia esperar até o rei Davi para mencionar Jerusalém como o grande centro da unidade política e religiosa de Israel. Maimônides, sábio judeu do seculo XII​, já havia questionado esse ponto em seu livro “Guia dos Perplexos”. A primeira observação que se deve fazer é que antes, na época de Moisés, isso não poderia acontecer, porque o povo judeu estava no Egito e perambulou no deserto por 40 anos. Não poderia acontecer também no tempo de Josué, ​pois nessa época o povo judeu​ estava entrando na conquista de Canaã. A história por fim esperou a divisão das 12 tribos de Israel para que fosse anunciada a sua capital de Israel no sentido político e religioso, tudo para que não houvesse uma briga interna para saber quem seria beneficiado​ pela habitação de Jerusalém.

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Mais do que isso, foi na época do rei Davi que Jerusalém se transformou na capital da nação judaica. Na Bíblia, a cidade é conhecida como Cidade de Davi, um período que faz mais de três mil anos de história. Foi no tempo do rei Salomão, filho de Davi, que foi construído pela primeira vez o templo em Israel, este que seria destruído por Nabucodonosor e terminaria com o exílio dos judeus para a Babilônia, a mais de 2.500 anos atrás, no ano 568 antes da era comum. Após 70 anos exilados, o povo judeu foi autorizado por Ciro, imperador da Pérsia antiga, ​ a retornar para suas terra e cidade. E nessa ocasião, no regresso, o segundo templo foi erguido. Este novamente destruído há dois mil anos pelos romanos. Até então, o judaísmo em Jerusalém fazia parte total da sua identidade, cultura, educação, preces, da sua unidade religiosa, política e social.

A pergunta que fica é: como uma organização que quer​ difundir​ o respeito​, educação e cultura​ do mundo, não reconhece esses pontos de grande importância para tratar sobre ​Jerusalém​?

Na realidade, quando se vê os países que são membros da UNESCO, se tem praticamente 50% de países africanos árabes, o que torna qualquer resolução numa organização tendenciosa. O voto do Brasil contra Israel na Unesco deixou a comunidade judaica perplexa diante de um posicionamento que vai contra o direito d​o povo judeu​ de ter​ sua história respeitada​. Retirar Jerusalém de Israel é uma ofensa, não só à história, mas também às origens do cristianismo.

Importante avaliar alguns outros pontos para entender o direito à soberania de Israel para com Jerusalém, além dos já apresentados. Começando pelo fato de que foi somente há 1300 anos que os muçulmanos apareceram em Jerusalém. Quando Omar, grande comandante muçulmano da época, chegou à Esplanada da Mesquita, a história relata que ele encontra um judeu que seria islamizado, de nome Caleb, e ele pergunta: “Aonde era o local que os judeus rezavam? Onde estava o templo?”. Neste momento, o comandante é direcionado para uma grande lixeira feita pelos cristãos nas cruzadas, que entraram em Jerusalém e profanaram o local, por fim ele decide por limpar o lixo e construir uma mesquita, deixando claro que a cidade principal do mundo muçulmano é Meca, depois Medina e, talvez, Jerusalém a terceira.

A verdade é que ter registros culturais e religiosos em outros países não significa soberania. Os judeus mesmo fizeram registros históricos com sinagogas e grandes monumentos construídos na Espanha, em Portugal, Turquia e nos países árabes, desde a época da Idade Média. Respeitar que houve dados importantes da história cristã e islâmica não confere por esta razão o direito à uma soberania política. Neste ponto, o respeito e o cuidado com os dados histórico que o Estado de Israel teve foi exemplar, como nunca foi feito no passado​. É sabido que​ até 1948, quando as autoridades​ do mandato britânico​ deixavam a vizinhança árabe profanar os muros das lamentações, por exemplo.

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Existe uma diferença muito grande entre respeitar espaços culturais e educacionais e falar de soberania e de laços de identidades nacionais entre o local e o povo. Jerusalém sempre foi a cidade do rei Davi.

Então, é preciso que o Brasil reveja essa posição, faça um grupo multidisciplinar para que se atenha às pesquisas históricas e ao respeito teológico das religiões. Também se deve entender a real dimensão dessa votação da UNESCO, que dentre mais ou menos 58 países, quase 22 países são de origem árabe. Às vezes, nem sempre o voto da quantidade é o voto da veracidade que se comprova por meio da história.

SOBRE RABINO SAMY PINTO

O Rabino Samy Pinto é formado em Ciências Econômicas, se especializou em educação em Israel, na Universidade Bar-llan, mas foi no Brasil que concluiu seu mestrado e doutorado em Letras e Filosofia, pela Universidade de São Paulo (USP). O Rav. Samy Pinto ainda é diplomado Rabino pelo Rabinato chefe de Israel, em Jerusalém, e hoje é o responsável pela sinagoga Ohel Yaacov, situada no Jardins também conhecida como sinagoga da Abolição

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