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Feira do livro teve Críticas e ironias na veia de André Sant’Anna

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Com uma postura crítica, o escritor, músico, roteirista de cinema, teatro e televisão e ainda baterista de um grupo de rock e publicitário André Sant’Anna participou nesta quarta-feira, dia 15, da 16ª Feira Nacional do Livro de Ribeirão Preto. O Salão de Ideias contou também com a participação do professor de Língua Portuguesa e diretor do Criar Redação, Luiz Cláudio Jubilato, que mediou o bate-papo.

Durante o encontro, o escritor falou de questões políticas, literatura nacional e internacional, analisou o cenário do Brasil e comentou sobre seus livros – a trilogia “Amor”, “Sexo” e “Amizade”, além de sua mais recente obra “Brasil é Bom”, livro de contos lançado em 2014, considerado por ele mesmo como um “livro-bomba” que denuncia a pobreza moral da classe média e as tensões raciais no país.

André Sant’Anna morou na Alemanha logo após a queda do Muro de Berlim, em 1989, e sempre sonhou com o Brasil da terceira via. Ele, que cresceu no Rio de Janeiro ouvindo Glauber Rocha falar da nova política na praia, trabalhou como publicitário em campanhas políticas em Brasília. “Eu sonhava com um Brasil social democrata, mas vi que o dinheiro fala mais alto”, desabafou. Foi daí que surgiram seus contos que abordam a distorção do pensamento político, todos em tons irônicos.

Segundo Luiz Cláudio Jubilato, a obra “Brasil é Bom” é um livro de provocação política. “André Sant´Anna choca nas palavras diretas. Sua intenção é mesmo provocar através de uma literatura fluída. André escreve da mesma forma que fala”.

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E foi com esta linha provocativa – marca registrada do autor – que seus primeiros livros lançados falavam de sexo: a trilogia “Amor”, “Sexo” e “Amizade”. “Na obra eu descrevo o ato, excluindo qualquer glamour do sexo”. De sexo à política, André Sant’Anna parte agora para um novo desafio: contos de autoficção, uma nova modalidade da literatura. “Meus contos são autobiográficos que revelam, de certa forma, minha relação com os temas como rock, futebol, política”, define o autor.

A Feira Nacional do Livro faz parte do calendário cultural de Ribeirão Preto e região. Trata-se de uma feira reconhecida nacionalmente e consolidada como um dos mais importantes eventos do interior e uma das sete maiores feiras literárias da América Latina. A 16ª edição da Feira Nacional do Livro de Ribeirão, como em todos os anos, faz homenagem a um país. Desta vez é a Colômbia, considerado o país das bibliotecas. Quanto aos escritores celebrados, a premiada Lygia Fagundes Telles é a escritora do ano, atual membro da Academia Brasileira de Letras e da Academia das Ciências de Lisboa.

Na categoria infantojuvenil, a autora homenageada é Maria Clara Machado, escritora e dramaturga de sucesso entre crianças e adolescentes. O filósofo, escritor e educador Mario Sergio Cortella é o destaque na categoria autor educação e a premiada Rita Mourão, atual integrante da Academia Ribeirãopretana de Letras, é a homenageada na categoria autor local. Como patrono, a Feira indicou o empresário e Fundador do Grupo Rodonaves, João Naves.

A programação completa é gratuita e acessível a todos os públicos. Uma das características desta agenda cultural é incluir atividades para diversos locais da cidade, como escolas, instituições, bibliotecas, praças, ONGs, universidades, museu, shoppings e centros culturais na periferia. O evento atende não só a cidade de Ribeirão Preto, mas também 25 municípios da região.

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