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Vendas do comércio de Ribeirão Preto caem -0,87% em março de 2017

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As vendas do comércio de Ribeirão Preto (SP) tiveram queda de -0,87% em março de 2017 na comparação com o mesmo período do ano passado, quando a variação foi de 5,58%, é o que aponta a pesquisa Movimento do Comércio, realizada mensalmente pelo SINCOVARP (Sindicato do Comercio Varejista de Ribeirão Preto). Entre as empresas entrevistadas, 52,1% declararam que as vendas de março de 2017 foram piores do que março de 2016, enquanto, 43,8% disseram o contrário e 4,1% consideraram que as vendas nos dois períodos comparados foram equivalentes.

De acordo com Marcelo Bosi Rodrigues, economista do SINCOVARP e responsável pela pesquisa, apesar do resultado médio negativo, mais empresas tiveram índices positivos. “O que se observa é que as vendas começam a reagir”, comenta.

Setorial – Entre os setores, foi possível observar equilíbrio. Cinco apresentaram redução nas vendas e quatro crescimento. Os resultados negativos ficaram por conta de Presentes (–5,44%), Livraria/Papelaria (–3,33%), Eletrodomésticos (–2,37%). Móveis (–2,33%) e Ótica (–1,63%). Vestuário (4,72%), Calçados (1,21%), Tecidos/Enxoval (0,80%) e Cine/Foto (0,58%) tiveram elevação.

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Emprego – A pesquisa apurou um aumento médio de 0,76% no número de efetivos, em março. Entre as empresas entrevistadas 93,7% mantiveram o número de postos de trabalho durante o mês, enquanto 4,2% disseram que contrataram e 2,1% demitiram. O único setor que declarou ter contratado foi Calçados, porém sua variação foi bastante expressiva, com um aumento médio de 8,33% nos quadros funcionais. Dois setores mostraram redução nos quadros: Vestuário (–0,83%) e Livraria/Papelaria (–0,62%).

Modalidade de pagamento – A modalidade de compra mais utilizada no comércio em março de 2017 foi o cartão de crédito, sendo responsável por 53,81% de todos os pagamentos. Em seguida, estão os pagamentos à vista com 33,40% das transações. Por último, aparece a modalidade a prazo, por meio de cheques pré-datados ou carnês, utilizados por 12,79%.

Entre os setores, o que mais recebe pagamento com cartão de crédito é Ótica (66,50%). Nas vendas à vista aparece a Livraria/Papelaria (52,50%).Nas vendas a prazo, com cheques pré-datados ou carnês, o destaque ficou com Móveis (28,00%).

Análise – Apesar do resultado negativo apresentado, é possível notar uma reação dos consumidores voltando às compras em alguns setores. “Esse movimento tímido não é exclusividade do comércio, toda a economia vem apresentando uma reativação lenta e pontual, demonstrando que muitos dos problemas econômicos ainda não foram sanados e o principal deles, pelo menos do ponto de vista do consumo, é o desemprego”, explica Rodrigues.

Para o economista, a retomada das contratações depende do aquecimento da economia que, por sua vez, precisa da recuperação do consumo, que necessita do aumento da renda e do emprego.

“Estamos ancorados neste círculo vicioso e precisamos inverter o fluxo, porém esse movimento não é rápido. As reformas propostas, especialmente a trabalhista, preparam o terreno para tornar a atividade empresarial mais leve e simplificada, mas o caminho à frente é árduo e conta com muitos interesses conflitantes, mas uma coisa é certa, antes de lutar por direitos é preciso ter emprego e quem gera emprego é a atividade produtiva. Se não houver emprego, todos os direitos do mundo de nada valem”, finaliza Rodrigues.

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