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Theatro Pedro II alerta para Janeiro Roxo iluminando fachada

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A fachada do Theatro Pedro II de Ribeirão Preto-SP está iluminada com a cor Roxo – Medium Purple – para chamar a atenção para o Dia Mundial de Luta Contra a Hanseníase e a campanha Janeiro Roxo, do Ministério da Saúde, que oficializou a cor no ano passado. O Brasil ocupa a 2ª posição no ranking mundial da doença, que já está extinta em muitos países – o maior número de casos concentra-se na Índia, mas Brasil abriga 90% dos casos das Américas.

“Por ser uma causa importante para todo o país aderimos à campanha, mesmo porque o Pedro II, como terceiro maior teatro de ópera do Brasil, é um cartão postal da cidade que pode e deve contribuir com causas como esta”, diz Mariana Jábali, presidente da Fundação Dom Pedro II, que administra o teatro.

Em Ribeirão Preto, durante esta semana, estão sendo distribuídas cartilhas educativas, editadas pela Sociedade Brasileira de Hansenologia (SBH), para pacientes e acompanhantes no Hospital das Clinicas – campus, que recebe cerca de 3.000 pacientes por dia de várias regiões brasileiras.

Em 2016 a SBH lançou a campanha educativa Todos Contra a Hanseníase, que conta com cartilha para escolas, manual do professor, página na rede social Facebook (www.facebook.com/todoscontraahanseniase), um mascote apelidado de Profi e anúncios em rádio e TVs, com objetivo de popularizar informações e conquistar a população para atuar no combate à doença.

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Alerta – No final de 2016, a SBH lançou um alerta: “o recálculo da Organização Mundial da Saúde (OMS) ameniza cenário da hanseníase no Brasil”. A entidade denuncia que adotando os cálculos definidos pela OMS foram excluídos 3 mil pacientes, que abandonaram o tratamento, do cálculo de prevalência da doença no país.

A OMS preconiza taxa de prevalência para hanseníase de até 1 caso para 10 mil habitantes (número de doentes em tratamento) para considerar a doença controlada. Em 2014, o coeficiente nacional foi de 1,27 casos para 10 mil habitantes. Mas, em 2015, caiu para 1,01, preocupando a SBH. A SBH alerta que esse “quase controle” da prevalência foi alcançado apenas por um manejo operacional, seguindo a orientação da OMS.

“A exclusão dos 3 mil doentes em abandono aumenta nossa preocupação quanto às possibilidades de resistência bacteriana e também aumento dos casos de reações imunológicas graves nos nervos com consequentes incapacidades”, diz Marco Andrey.

Segundo o médico, o mesmo critério pode ter sido usado, por exemplo, em Ribeirão Preto que apresentou prevalência de 1,67 em 2014 e queda para 0,9 em 2015.

“Nenhuma doença crônica como hanseníase, que leva de 5 a 10 anos para se manifestar, tem sua prevalência caindo mais de 10% ao ano”, explica.

A doença – Hanseníase é transmitida por um bacilo e tem cura. O tratamento é gratuito em todo o Brasil e dura de 6 meses (para casos de pacientes com poucos bacilos) a 1 ano (pacientes com muitos bacilos). A doença se manifesta com manchas esbranquiçadas ou avermelhadas na pele com perda ou diminuição de sensibilidade ou força para segurar objetos, por exemplo. É a doença infecciosa que mais cega. O tratamento cura totalmente, mas não reverte as sequelas.

Realização da campanha – Em Ribeirão Preto, a campanha é coordenada pela SBH, entidade fundada em 1948 e responsável pela certificação dos médicos hansenologistas no Brasil, em conjunto com o Centro de Referência em Dermatologia Sanitária – Hanseníase – HCFMRP-USP, Grupo de Autocuidados em Hanseníase do Hospital das Clínicas (composto por profissionais de psicologia, enfermagem, fisioterapia, farmácia, terapia ocupacional, odontologia e serviço social que prestam assistência a pacientes de hanseníase do hospital), Vigilância

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Epidemiológica do Hospital das Clínicas e Liga de Hanseníase da Escola de Enfermagem da USP-Ribeirão Preto.

Cor Roxa – Os laços de fita com cores simbólicas são usados em campanhas educativas de saúde há muitos anos. A ideia começou com a AIDS, que usa o laço vermelho, na década de 1990. Em 2016, o Ministério da Saúde consolidou a cor roxa para a campanha de hanseníase.

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