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“Nosso Bosque tem mais vida” é o tema do Zoo para comemorar o Dia do Meio Ambiente

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Em comemoração ao Dia Mundial do Meio Ambiente, em 5 de junho, o Bosque e Zoológico Municipal Fábio Barreto vai trabalhar nas duas primeiras semanas do mês o tema “Nosso Bosque tem mais vida”, em homenagem aos novos filhotes que nasceram no local, dois veados-catingueiros, uma anta e um bugio-negro.

O trabalho é realizado em parceria entre as secretarias municipais do Meio Ambiente e da Educação e consiste na apresentação dos filhotes aos visitantes do Bosque, com a orientação dos profissionais do PIEA- Programa Integrado de Educação Ambiental.

“Também destacaremos o sucesso do Zoológico na recuperação de animais vitimizados que chegam anualmente”,

destaca o zootecnista Alexandre Carvalho Gouvêa, chefe do Bosque/Zoo.

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Veados-catingueiros – Nos dias 6 e 18 de maio nasceram no Bosque/Zoo Fábio Barreto dois filhotes de veados-bosque_filhotes_0206_(2)catingueiros (Mazama gouazoubira). No Bosque também há oito exemplares adultos, sendo que todos chegaram à instituição devido à ação humana. Alguns chegaram filhotes órfãos, pois perderam suas mães em queimadas de canaviais e outros foram vítimas de atropelamento.

O veado-catingueiro é uma espécie encontrada desde o sul do México até o norte da Argentina. No Brasil vivem desde florestas densas contínuas a savanas abertas com pequenas e poucas manchas de mata, mas sempre associado a florestas para abrigo e alimentação.

Geralmente tem hábitos diurnos e solitários, embora também possam ser vistos se alimentando muito próximos em épocas de baixa disponibilidade de alimento, ou na época de acasalamento.
Machos e fêmeas mostram um comportamento fortemente territorialista, com marcação de território feita principalmente pelos machos através do uso de sinais de odor e visuais.
São animais tímidos e esquivos, uma vez que são presas constantes de onças, pumas, cachorros-do-mato e principalmente do homem.
Alimentam-se de frutas, flores e folhas e sua capacidade adaptativa é provavelmente alta, pois a espécie parece ocupar com bastante sucesso áreas desmatadas e agrícolas, mesmo quando próximas ao homem.
A fêmea produz um filhote após uma gestação de aproximadamente sete meses, com ocorrência de cio pós-parto, refletindo a falta de sazonalidade reprodutiva. Uma fêmea pode ter duas ninhadas em um mesmo ano.
Os filhotes nascem pintados e as manchas começam a desaparecer do quarto até o sexto mês. O desmame ocorre por volta do 3° ao 4° mês de vida.
Em algumas áreas, esta espécie pode estar ameaçada pela caça, por doenças transmitidas por animais domésticos e pela perda e destruição de habitat.

Anta – O Bosque e Zoológico Municipal de Ribeirão Preto para a conservação da espécie mantém vários exemplares bosque_filhotes_0206_(1)de anta, os quais desde o ano de 2010 vêm se reproduzindo com sucesso. “Os primeiros filhotes nasceram no ano de 2010, onde nosso macho reprodutor foi pai de dois filhotes, com duas fêmeas diferentes. Uma fêmea e um filhote macho foram transferidos para um criadouro conservacionista na Fazenda Trijunção, na Bahia, onde também participam do programa de conservação da espécie. Desde então, o casal reprodutor que permaneceu no Zoo gerou mais quatro filhotes”, explica Alexandre Gouvêa.

No dia 18 de maio houve mais um nascimento de filhote de anta do casal reprodutor, Lilica e Matheu. O filhote está saudável, bem ativo, acompanhando a mãe e mamando muito. “Ainda não sabemos se é macho ou fêmea, pois nas primeiras semanas procuramos não interferir muito na relação mãe-filhote. Essa é mais uma vitória da instituição com o intuito de preservar a espécie”, comenta o chefe do Bosque.
No mundo todo existem quatro espécies de antas: uma na Ásia (Tapirus indicus), uma nos Andes (Tapirus pinchaque), uma na América Central (Tapirus bairdii) e uma na América do Sul (Tapirus terrestris).
Atualmente, no Brasil, o maior número de antas é encontrado na Floresta Amazônica e no Pantanal. Também são encontradas na Mata Atlântica e no Cerrado em menor número.
Depois da perda de espaço (hábitat), a caça da anta para consumo da carne é um dos problemas mais sérios. Os atropelamentos nas estradas também matam muitas antas.

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Bugio-negro – No Bosque/Zoo há dois grupos em cativeiro, um com quatro indivíduos e outro agora com três bosque_filhotes_bugio_01062016carlosnatal8211indivíduos, já que houve o nascimento de um filhote no dia 19 de maio.
O filhote está muito saudável e no início permanece junto à mãe o tempo todo, impossibilitando ainda a determinação do sexo. Dentre esses sete exemplares, esse é o terceiro filhote nascido no zoo no último ano.
Além dos exemplares de vida cativeiro, existem dois grupos, um com 11 indivíduos e outro com nove indivíduos, podendo ser avistados nas árvores, principalmente no início da manhã e final de tarde, se alimentando de folhas e frutos nativos.

“A espécie reproduz com grande sucesso e convive muito bem com outros animais de vida livre presentes no Zoo”,

ressalta Alexandre.

O Alouatta caraya é um primata da família Atelidae, sendo um dos maiores exemplares da América Latina.
bosque_filhotes_bugio_01062016carlosnatal8191É popularmente conhecido como guariba ou macaco uivador por causa da sua característica vocalização de longo alcance emitida com frequência em suas áreas naturais.
A espécie, habitante de cerrados, apresenta dimorfismo sexual em cor (os machos são pretos e a fêmeas douradas com o dorso e o alto da cabeça escurecidos). Os filhotes nascem dourados. Até um ano de vida, são classificados como infantes, depois são juvenis (entre 2 e 3 anos), sub-adultos (no início do amadurecimento sexual marcado pela alteração de cor nos machos) e por fim tornam-se adultos, quando a coloração fica preta, marcando o final do amadurecimento.

bosque_filhotes_bugio_01062016carlosnatal8176São características do gênero a visível alteração morfológica do osso hióide (na região da garganta) e o uso do chamado de longo alcance, uma vocalização intensa e de baixa frequência acústica.
Essas duas características estão associadas e a alteração no osso o transformou em uma potente caixa de ressonância que propaga o som por até 5 km em uma mata fechada e as vocalizações normalmente são emitidas no início da manhã e no final da tarde.

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