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Dia do Trabalho – Nove verdades e uma mentira financeira

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“Nove verdades e uma mentira” é uma brincadeira feita nas redes sociais. O enigma é útil para apontar alguns dos impactos das mudanças nas relações trabalhistas no bolso dos brasileiros.

“Grande parte dos trabalhadores está insegura em relação ao seu futuro, especialmente com as reformas e novas leis trabalhistas. Contudo, algumas verdades são incontestáveis e a principal delas é que o brasileiro precisa conquistar a sua sustentabilidade financeira”, conta o presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin), Reinaldo Domingos.

Confira as nove verdades e uma mentira sobre as finanças do trabalhador brasileiro:

1- Haverá mudanças nas relações de trabalho, seja no curto, médio ou longo prazo, gerando impacto nas finanças do brasileiro

2- A Previdência Social não será suficiente para garantir o futuro dos trabalhadores; mesmo sem a reforma, os ganhos cairão muito

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3- A busca por meios alternativos que garantam um futuro financeiro melhor deve se intensificar

4- Será ainda mais importante investir na carreira, pois o mercado estará cada vez mais acirrado e exigindo maiores especializações

5- Sempre que houver mudanças nos ganhos profissionais é necessário fazer um novo diagnóstico financeiro, por 30 dias (para quem tem ganhos fixos) ou por três meses (para quem tem ganhos variáveis)

6- O salário deve ser usado com responsabilidade para evitar o descontrole financeiro e o prejuízo no final do mês

7- Os benefícios que compõem salário devem ser valorizados e o trabalhador precisa administrá-los com consciência

8- A grande maioria dos trabalhadores não conseguiria manter o seu atual padrão de vida nem por três meses caso perdesse o emprego hoje

9- As rendas extras, como a do regaste de contas inativas do FGTS, devem ser administradas com ainda mais cautela frente ao cenário de mudanças

10- O crédito consignado continuará sendo um benefício muito bom que as empresas oferecem, que pode ser utilizado indiscriminadamente

 

A 10 é mentira

Afinal, o crédito consignado não pode, de maneira alguma, ser tomado aleatoriamente, sem que haja antes uma orientação sobre o uso e um acompanhamento durante e depois.

Ele pode ser considerado uma resolução de emergência para conter uma dívida, já que os juros são atrativos quando comparados aos demais, contudo é preciso ter consciência de que, com o consignado, o custo de vida pode ser drasticamente reduzido, já que a prestação é abatida diretamente do salário/aposentadoria.

Antes de tomar qualquer crédito é preciso conhecer verdadeiramente a sua situação financeira atual.

 

Reinaldo Domingos é doutor em educação financeira, presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin) e da DSOP Educação Financeira e autor do best-seller Terapia Financeira, do lançamento Diário dos Sonhos e da primeira Coleção Didática de Educação Financeira do Brasil.

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