InícioAtualidadesCampeã no Rio - Portela quebra jejum de 33 anos

Campeã no Rio – Portela quebra jejum de 33 anos

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A Portela conquistou nesta quarta-feira (1) seu 22º título, acabando com um jejum de 33 anos.
Com o enredo “Quem nunca sentiu o corpo arrepiar ao ver esse rio passar”, sobre a importância dos rios para a formação da humanidade, a escola apresentou um show de inventividade e pediu justiça às vítimas de Mariana na avenida.

A Portela terminou a apuração com 269.9 pontos, apenas um décimo a menos do total possível.
Em uma apuração emocionante, disputada décimo a décimo, Portela e Mocidade estavam empatadas até o último quesito. Quando chegou a leitura de enredo, Mocidade teve duas notas 9.9 e ficou com o segundo lugar, com 269.8.

A comissão de frente da Portela representou a piracema, fenômeno em que os peixes nadam contra a correnteza para a reprodução. O carro abre-alas traz a tradicional águia em um tripé à sua frente e representa a fonte onde nasce o rio azul e branco. A ocupação dos rios pelas antigas civilizações, os seres que habitam as águas, a influência para as artes foram tratados em alas e alegorias da escola.

Em um dos momentos mais marcantes do desfile, um carro alegórico lembrou a tragédia do Rio Doce, em Mariana (MG).

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No quesito evolução, o sexto a ter suas notas lidas, as duas agremiações também tiveram as piores marcas, o que as isolou na lanterninha da tabela. Em evolução, a Tijuca somou 29,4 pontos, enquanto a Tuiuti anotou 29,2, os piores resultados entre todas as competidoras.

Após um Carnaval ofuscado por dois trágicos acidentes envolvendo carros alegóricos de Paraíso do Tuiuti e Unidos da Tijuca, que deixaram mais de 30 feridos, a Liesa decidiu que nenhuma escola será rebaixada.
Representantes de todas as escolas, em sua maioria presidentes, participaram da reunião e chegaram a um acordo. Ricardo Farid, presidente da Beija-Flor, disse que as escolas coirmãs acharam que era justo não haver penalização por causa dos acidentes.

A Mocidade foi a única escola que votou contra a decisão da Liesa. A solicitação do não rebaixamento foi feita pela Unidos da Tijuca.

“Somos solidários às escolas, mas achamos que isso abre um precedente perigoso. Ano que vem teremos que dividir a subvenção de 12 escolas para 13, haverá mais uma escola ocupando um barracão. Não achamos justo mudar as regras depois de o jogo ter começado, mas vivemos num país democrático e a maioria decidiu assim”, disse o vice-presidente da Mocidade, Rodrigo Pacheco.

Liesa suspende rebaixamento de escolas de samba neste ano

Como esperado, Unidos da Tijuca e Paraíso do Tuiuti tiveram as piores notas de alegorias e adereços. As duas, que tiveram acidentes com feridos, tiveram 29,4 e 29,5 pontos na soma dos quatro jurados, não obtendo nenhuma nota dez.

A Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa) decidiu não rebaixar nenhuma agremiação neste ano. O desfile foi marcado por acidentes como os que ocorreram durante a passagem da Paraíso do Tuiuti e da Unidos da Tijuca no Sambódromo, que deixaram mais de 30 feridos.

A decisão foi tomada em uma reunião na tarde de hoje (1º) que contou com representantes de todas as escolas. Como consequência da mudança, o Grupo Especial terá 13 escolas no carnaval de 2018, e duas serão rebaixadas, para que, em 2019, a elite do samba volte a ter 12 escolas.

Segundo o presidente da Portela, Luiz Carlos Magalhães, a decisão foi praticamente unânime e agora é preciso definir como essa regra funcionará no futuro. “Em função da dimensão da tragédia e do número de vítimas, os presidentes entenderam que deveriam dar um tratamento especial neste ano.”

A Mocidade Independente de Padre Miguel posicionou-se contra a mudança. O vice-presidente da agremiação, Rodrigo Pacheco, disse que a regra não deveria ser modificada e que as escolas que desfilam estão cientes dos critérios de julgamento.

“Infelizmente, mudou o jogo, e a gente vai ter que desfilar assim em 2018”, disse Pacheco, que ponderou que os recursos que as escolas recebem para preparar os desfiles terão que ser divididos para mais uma escola. Além disso, ele também considerou um problema que mais uma escola ocupe a Cidade do Samba.

O regulamento dos desfiles prevê que, todo ano, a escola com menor pontuação desça para a Série A, enquanto a campeã deste grupo suba para o Grupo Especial.

Há pouco, a Liesa confirmou, na Praça da Apoteose, que a decisão foi tomada em solidariedade aos episódios. O anúncio foi seguido de vaias pela plateia que aguarda a apuração do resultado da campeã deste ano.

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