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Já pensou em estudar para outra profissão completamente diferente da sua?

Por: Redação em Ribeirão

Muitas pessoas escolhem suas carreiras ainda muito jovens, antes dos 20 anos. Na faculdade aprendem a teoria necessária para colocar em prática as tarefas e desafios da profissão escolhida. Mas, tem como gostar de outra área completamente diferente? Tem sim.

É o caso do publicitário Quico Soares, de 53 anos. Com 35 anos de experiência na área ele voltou a estudar, mas dessa vez gastronomia. “A gastronomia entrou na minha vida há 3 anos. A escolha se deu por um misto de curiosidade e desafio. Hoje, virou uma paixão e cozinho todo dia. E, parti para uma nova etapa, a pós- graduação em gastronomia brasileira”.

Graziele Morelli é coordenadora da pós-graduação em gastronomia brasileira, no Centro Universitário Barão de Mauá. Ela explica que tem se tornado comum profissionais de outras áreas começarem a graduação em gastronomia, por exemplo. E destaca que a paixão pelo novo mercado não acaba por aí e acabam ingressando quase que em seguida em uma pós-graduação. “Principalmente pelo caso do curso que sou coordenadora, os alunos querem aprender mais e detalhes mais específicos dos temperos, pratos e possibilidades da nossa culinária”.

Ela também conta que tem se tornado muito comum receber alunos que já são profissionais de sucesso em outras áreas completamente diferentes. “Essas pessoas que estão no mercado de trabalho e já estão atuando há um bom tempo em suas áreas buscam novos desafios e a gastronomia acaba sendo uma excelente alternativa”.

“Mais especificamente a gastronomia brasileira está muito em destaque no mundo. Tudo que desrespeito a isso. A forma de preparo e os ingredientes têm se destacado. As pessoas querem saber mais e mais sobre o assunto”, completa.

“Ingredientes de raiz, a maneira como os índios cozinhavam, comidas típicas do sul, do nordeste enfim, essa grande diversidade de regiões e possibilidades. Outra questão que atrai muito os alunos são as receitas com bebidas, não só o vinho, mas também a cachaça, a cerveja. A bebida como um ingrediente do prato acaba chamando muito a atenção dos alunos e são esses detalhes que acabam deixando cada vez mais a turma encantada com o curso”, explica Graziele.

Essa paixão pela gastronomia pegou também a fisioterapeuta Mayra Antoniazzi, de 36 anos. “Me formei em 2005 em fisioterapia, achando que era a melhor profissão de todas, me sentia plena. Mas quando recebi uma proposta de emprego e vim morar em Ribeirão Preto, depois de anos trabalhando nesta clínica, vi que o amor inicial não era o mesmo, atender os pacientes já era um martírio. Foi quando depois de voltar de férias vi que realmente precisava mudar, que aquilo não fazia mais parte do meu dia a dia”.

E completa. “Sempre fui apaixonada por cozinha. Saí da clínica em uma quinta-feira, já na sexta vi uma propaganda do curso de gastronomia e lá fui eu me aventurar. De princípio era um momento de transição, sem saber onde iria chegar, mas logo na primeira aula já sabia que era aquilo que queria pro resto da vida”.

Assim como Quico, Mayra não se limitou a aprender sobre gastronomia no curso de graduação. Ela também cursa gastronomia brasileira. “O curso me faz acreditar nas nossas raízes, em trabalhar com nossa terra, nos leva a aprender o quão grande somos na questão culinária”, finaliza.

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