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O fim de uma era: Jornal a cidade publica seu ultimo exemplar neste dia 30

Nós que somos o jornalismo "Nutella" rendemos homenagens ao jornalismo "raiz" que encerra uma fase depois de 114 anos.

Jornal a cidade faz parte da historia de Ribeirão Preto.
Instalado em um predio historico na rua São Sebastião, Orestes Lopes de Camargo
Nascido em 21 de fevereiro de 1900, em Rio Claro, Orestes Lopes de Camargo veio para Ribeirão Preto em 1921. Em meados da década de 30, adquiriu o jornal A Cidade e, durante 57 anos, comandou um dos maiores diários do interior paulista.

Além de se dedicar ao jornalismo, foi vereador em duas legislaturas, presidente da Câmara Municipal e presidente da Comissão Organizadora dos Festejos do Centenário de Ribeirão Preto, um dos responsáveis pela vinda do ex-presidente Juscelino Kubitscheck à cidade. Também foi presidente da Fundação Pró Menor de Ribeirão Preto e superintendente do Departamento de Água e Esgoto da cidade por três anos, além de vice-prefeito, assumindo a prefeitura, interinamente, em duas ocasiões, de janeiro de 1964 até janeiro de 1969, quando se preocupou com a remodelação do esgoto da cidade. Faleceu em 2 de abril de 1993.

JANDYRA DE CAMARGO MOQUENCO (1921-2009), a primeira linotipista mulher do país e proprietária do centenário jornal “A Cidade”, em Ribeirão.
Defensora do jornalismo “raiz” não se intimidava e por vezes enfrentava autoridades que a procuravam para reclamar de matérias publicadas, e que não agradavam os mesmos.
Fazia de tudo na empresa, desde a impressão até dobrar e separar os jornais para serem entregues nas madrugadas nas bancas espalhadas pela cidade.
Era comum durante o dia, encontrar dona JANDYRA, atendendo o balcão junto com suas “meninas e meninos” como eram chamados seus funcionários.

Por muito tempo o jornal era o único veiculo disponível para compra e vendas.
Os classificados do jornal a Cidade ofereciam um resultado imediato para aquele que precisava vender, e oportunidade para quem estava a procura de algum imóvel, veiculo ou empregos.
Aos domingos era o dia em que as empresas anunciavam suas vagas de emprego, portanto tornou-se comum trabalhadores acordarem pela manha e comprarem um jornal e buscar uma vaga.

De qualquer forma, é interessante observar como no curso de toda a história humana documentada as novas mídias, na maioria dos casos, não substituíram as anteriores. Pode-se dizer que cada tipo de meio de comunicação envolve uma diferente experiência, tanto sensorial quanto social, e que se trata de um agregamento de novas formas de se obter informação e conhecimento.

o jornal A Cidade, fundado em 1º de janeiro de 1905, é a única publicação local centenária ainda em circulação ininterrupta, e por muitos anos o diário com maior numero de assinantes bem como com vendagem nas bancas.

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