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Cápsula do tempo marca os 100 anos do Palácio Rio Branco

Cápsula irá guardar história para a geração futura saber como a cidade era e pensava quando for aberta

Nesta sexta-feira, dia 26 de maio, o Palácio Rio Branco completa 100 anos. Além de ser o centro das decisões políticas mais importantes de Ribeirão Preto e, em muitos momentos, do Brasil, muita história se passou pelos corredores e salões do Palácio.

E para deixar registrado na história essa comemoração, a Administração Municipal irá enterrar uma cápsula do tempo com mensagens, cartas, jornais do dia 26, revistas e outras relíquias que serão revistas somente no bicentenário de Ribeirão Preto, em 19 de junho de 2056.

A iniciativa de preparar a cápsula do tempo foi do prefeito de Ribeirão Preto, Duarte Nogueira, para deixar registrado os fatos da cidade para serem conhecidos no futuro.

“Temos aqui 100 anos da história de nossa cidade e precisamos dar continuidade. Por isso, mostrar no futuro os costumes, como vivia e pensava a população de Ribeirão Preto é importante para deixar registrado toda a história de uma geração”, afirmou Nogueira.

As comemorações já começaram com as visitas monitoradas dos alunos da rede pública de ensino, que acontecem no decorrer desta semana. Durante as visitas, os alunos têm a oportunidade de conhecer o Palácio Rio Branco e um pouco da história de Ribeirão Preto, além de ver a exposição “Ribeirão Preto 150 anos – História Político-administrativa”.

Palácio Rio Branco (veja álbum de fotos)

As obras do Palácio Rio Branco foram iniciadas em 3 de agosto de 1915 e a obra ficou pronta em abril de 1917. O prédio conta com dois pavimentos e um porão, tem 600 metros quadrados de área coberta, totalizando 1800 metros quadrados de construção. O estilo de sua fachada é uma transição do barroco para o moderno, e foi inspirado nas fachadas arquitetônicas do início do século da França.

O nome escolhido foi uma homenagem ao Barão do Rio Branco, falecido em 1912, que também ganhou um busto na praça que fica em frente ao Palácio. Durante seus anos iniciais, o Palácio foi a sede da Câmara dos Vereadores, da Prefeitura, da Procuradoria e outros órgãos políticos.

Mas nem só de política o Palácio Rio Branco foi palco. No início do século 20, o poder conferido aos coronéis do café da cidade, que tinha a maior produção cafeeira do mundo, era exercido no interior dos salões. Em grandes mesas no Salão Nobre, fazendeiros milionários, muitas vezes nomeados vereadores sem eleição, fechavam negócios e determinavam os destinos econômicos da cidade, do estado e, muitas vezes, do Brasil.

O Governo Municipal (Câmara e Prefeitura) funcionou junto no Palácio Rio Branco até 1956, quando a Câmara foi transferida para o antigo prédio da Sociedade Recreativa, na Rua Barão do Amazonas, nº 323, onde fica hoje o MARP – Museu de Arte De Ribeirão Preto.

O Palácio Rio Branco tem dois salões que marcaram as grandes decisões da política e economia de Ribeirão Preto, o Salão Rosa, nomeado como Orestes Lopes de Camargo e o Salão Nobre Antônio Duarte Nogueira. Hoje, estes salões representam a história viva de Ribeirão Preto.

 

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